Presidente da associação de ucranianos recebeu mensagens de comunistas a dizerem para sair do país

1 mai, 12:13

O responsável afirma que já tinha alertado o Alto Comissariado das Nações Unidas paras as Migrações para a existência de associações de acolhimento de refugiados com ligações pró-Kremlin ainda antes do início da guerra

Pavlo Sadhoka, presidente da Associação de Ucranianos em Portugal, revelou este domingo que, desde o início da polémica em torno do acolhimento de refugiados na Câmara Municipal de Setúbal, tem vindo a receber "mensagens de comunistas" que lhe pedem para sair do país.

Em entrevista à CNN Portugal, este domingo, Sadhoka criticou o que classificou como "hipocrisia dos comunistas, que sempre disseram que são democratas e que, afinal, demonstram o contrário".

Isto porque, acrescenta, desde o início da polémica em torno do acolhimento de refugiados por pessoas com ligações pró-Kremlin, depois de notícias avançadas pela CNN Portugal e pelo Expresso, Sadhoka diz estar a receber "mensagens por parte de comunistas" na sua conta privada do Facebook que dizem para "sair do país".

O responsável afirma que já tinha alertado o Alto Comissariado para as Migrações para a existência de associações de acolhimento de refugiados com ligações pró-Kremlin ainda antes do início da guerra. Já depois do início do conflito, "no início de março" Sadhoka conta que esteve numa reunião com o Alto Comissariado onde transmitiu as preocupações da sua associação em relação a estas ligações.

"A resposta que obtivemos foi 'vamos ver o que é possível fazer'", lembra o presidente daquela associação, afirmando que na altura respondeu: "Nós não temos tempo."

Na entrevista, Pavlo Sadhoka fala ainda da "provocação" destas organizações perante a comunidade ucraniana no dia 9 de maio, conhecido na Rússia como Dia da Vitória, que marca o dia em que a Alemanha nazi se rendeu às tropas soviéticas. Segundo o responsável, desde 2015 que esse dia se comemora em Lisboa com a colaboração destas organizações pró-Kremlin com o PCP e o o apoio das autarquias.

"Alertámos durante vários anos as autarquias e o Alto Comissariado que este evento é de ódio. Nós fomos lá, tirámos fotos e vídeos, e estas pessoas gritam 'vamos acabar com outro fascismo', e esse outro fascismo são os ucranianos", relata.

"Isto acontece desde 2015. Esperamos que este ano o município de Lisboa proíba estas marchas, as quais chamamos de 'marcha de fascismo'", acrescenta.

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