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Heróis, Ronaldo e milagres falhados: imprensa reage ao Real Madrid-Arsenal

17 abr 2025, 11:18
Real Madrid-Arsenal (AP Photo/Manu Fernandez)
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Da Catalunha a França, há críticas aos «Merengues» e elogios à turma de Arteta

A “remontada” falhada pelo Real Madrid frente ao Arsenal – que culminou na eliminação dos “Merengues” nos quartos de final da Champions – está plasmada na imprensa internacional.

«Sem jogar nada não há milagres», escreve a Marca na edição desta quinta-feira. Por sua vez, o AS lamenta que tenha sido «apenas um sonho».

 

 

«Champions, absurdo Mundial», Aritz Gabilondo no AS.

«Duas sensações nesta temporada, Arsenal e Barcelona, ​​semifinalistas na Liga dos Campeões, não vão estar no Mundial de Clubes, o suposto torneio que reúne as melhores equipas do Mundo a cada quatro anos. O sistema de qualificação, que prioriza os anos anteriores ao último, deixa a porta aberta para que isto aconteça. É o caso de Barcelona e Arsenal, duas ausências dolorosas.»

«The End», Tomás Roncero no AS.

«Mbappé, fraco. Já na partida de Londres referi que o trio do ataque não estava à altura das exigências. Ingenuamente imaginei que haveria uma rebelião coletiva para a exibição de uma vida. Nada. Pelo menos Vini Jr. pressionou e marcou um golo. Naqueles momentos imaginei o que teria acontecido com Cristiano [Ronaldo], um gladiador que se revelou nestas situações. Kylian Mbappé nunca será como ele. Temos de aceitar.»

«Nem “remontada”, nem futebol», Javie Sillés no AS.

«Quando os milagres acabam, o futebol permanece. A eliminação contra o Arsenal não pode ser exceção para uma equipa que não é espetacular, nem eficaz. A lógica rejeitou a palavra "remontada", termo em desgaste. Os pedidos de resultados épicos foram um engano retórico, porque esta equipa nunca teve nível para acreditar no impossível. O Bernabéu e a história pesam, mas o presente também.»

«Bellingham esteve mal posicionado entre linhas, Rodrygo ausente, Mbappé movimentou-se mal e Vinicius esteve sempre sob vigilância. O resultado não foi pior porque Martinelli e Saka foram maus nas transições até ao intervalo. Em contraste, Lewis-Skelly, Merino e Odegaard jogaram com maestria. O Arsenal só precisou de uma demonstração inteligente de controlo, com Rice a realizar um trabalho extraordinário sem bola.»

Entretanto, na Catalunha, o Mundo Deportivo exalta a exibição de Saka, enaltecendo a imunidade do Arsenal à pressão e à «operação remontada». Quanto ao SPORT, este diário destaca a lesão de Mbappé: «Sem Champions e sem Mbappé».

 

 

No Reino Unido, o Sport aponta a Saka: «Real redenção. Saka ajuda a selar as meias-finais depois de gaffe no penálti».

Já o Star Sport aproveitou o apuramento dos “Gunners” para montar um trocadilho com o termo “gonna”.

«Now you’re “Gunner” believe us», ou seja: «Agora vão acreditar em nós».

Por sua vez, o Daily Mail ilustra a manchete com Saka e Martinelli, apelidando a dupla como os «Heróis reais».

«Somos o real negócio», escreve a secção desportiva do Daily Telegraph. Quanto ao Guardian, desdobra-se em críticas ao Real Madrid.

«O feitiço de Santiago Bernabéu foi quebrado. O Arsenal não estava deprimido ou assustado: nem pela lenda, nem pela atmosfera, nem pela história. Não havia nenhum traço de fatalismo ou medo que fez tantos outros caírem. O Real Madrid foi eliminado, e com razão.»

«Rice encontra antídoto e oferece um vislumbre do máximo potencial», Barney Ronay no Guardian.

«Onde está a vossa magia agora? A expectativa de assistir a um número de magia correu mal. Será que o Arsenal venceu bem demais em casa? Seria mais uma prova de ingenuidade? (…) Para o Arsenal, a meia-final da Champions é uma conquista por si só, um sinal do progresso. É assim que o desporto deve funcionar.»

«O Real Madrid é uma equipa de configuração estranha neste momento. Nos melhores momentos, espalham fumo por todo o campo. Esta versão parece fragmentada, construída em torno do jogador mais egocêntrico que já chegou a este nível, com um ataque para o qual as funções defensivas parecem uma curiosidade, uma comédia.»

«Arteta parecia pequeno e um pouco frenético no início, mas a vitória é uma conquista extraordinária. A equipa com um médio no ataque, criticada por não dar os passos finais, por se encolher sobre as luzes mais fortes.»

Fechamos em França, onde o L’Équipe destaca o duelo entre Mbappé e Saliba: «Compromisso perdido».

 

Por sua vez, o Le Parisien foi bem mais crítico.

«Mbappé, lesão, eliminação e o fantasma de um ano em branco. Mais uma vez, a Europa a escapar. Kylian Mbappé, infeliz nos dois Europeus pela França, falhou novamente na Liga dos Campeões, no terceiro clube diferente. Este fracasso com o Real Madrid expõe o avançado à vingança popular.»

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