CDS acusa primeiro-ministro de querer resumir Portugal "à covid e ao medo da doença"

Agência Lusa , DCT
25 dez 2021, 23:04
Chicão critica os "donos disto tudo, o PS e os seus parceiros de extrema-esquerda"
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Apontando que “há mais vida para além da pandemia” a candidata salientou que “o CDS não aceita o confinamento político em que António Costa quer encerrar Portugal até às próprias eleições”

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O CDS acusou este sábado o primeiro-ministro de querer resumir Portugal “à covid e ao medo da doença” na sua mensagem de Natal, rejeitando o “confinamento político em que António Costa quer encerrar” o país até às legislativas.

Numa reação em vídeo, a cabeça de lista do CDS pelo Porto nas eleições legislativas de 30 de janeiro, Filipa Correia Pinto, considerou que a mensagem de Natal do chefe do Governo “tem um único objetivo, confinar e resumir Portugal e a nossa vida coletiva à covid e ao medo da doença”.

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Apontando que “há mais vida para além da pandemia” a candidata salientou que “o CDS não aceita o confinamento político em que António Costa quer encerrar Portugal até às próprias eleições”.

E criticou que o primeiro-ministro “continua a dizer que vai ficar tudo bem e a mostrar que acredita no mundo de faz de conta que construiu para distrair os portugueses”.

Faz de conta que as famílias e as empresas não vivem asfixiadas pelos impostos, faz de conta que trabalhar é suficiente para não se ser pobre, faz de conta que não temos os combustíveis mais altos da Europa, faz de conta que a pandemia se resolve com incompreensíveis restrições à nossa liberdade individual, faz de conta que os milhões de Bruxelas capturados pelo Estado e pelo setor público vão resolver o atraso da nossa economia”, disse.

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“E, sobretudo, faz de conta que depois das próximas eleições vai poder continuar a governar ou com uns, ou com outros e continuar a ser primeiro-ministro”, concluiu.

Dirigindo-se aos portugueses que “estão fartos do mundo de faz de conta, que estão cansados do socialismo, que desejam uma verdadeira alternativa”, Filipa Correia Pinto afirmou que “o CDS deixa neste Natal uma mensagem de esperança e de compromisso”.

De olhos postos nas eleições legislativas de janeiro, defendeu que “só o voto no CDS garante o fim do socialismo e o fim da governação à esquerda”, apontando que “com o CDS forte, este pode bem ser o último Natal do mundo do faz de conta”.

Na sua tradicional mensagem de Natal, que disse ser este ano mais contida do ponto de vista político por se estar em período pré-eleitoral, o primeiro-ministro salientou este sábado que a guerra contra a covid-19 ainda não acabou, considerou que é fundamental prosseguir o reforço vacinal em Portugal e elogiou o trabalho “inexcedível” dos profissionais de saúde e a resposta do SNS.

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