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Um em cada cinco arguidos por violação tem menos de 20 anos

13 abr, 07:43
Manifestação em frente à embaixada russa na Lituânia, em Vilnius, contra os alegados casos de violações que têm sido registados desde o início da invasão da Ucrânia (Fotografia: PETRAS MALUKAS/Getty)

REVISTA DE IMPRENSA | Alerta cresce com impacto da “cultura digital”

Um quinto dos arguidos por violação em Portugal tem menos de 20 anos, segundo dados do Relatório Anual de Segurança Interna citados pelo Público, num cenário que especialistas associam ao impacto crescente da cultura digital e à exposição precoce a conteúdos misóginos.

Em 2025 foram registados 578 casos de violação, mais 6,4% do que no ano anterior. Do total de suspeitos, 14,8% tinham entre 16 e 18 anos e 5,5% entre 19 e 20 anos, revelando um peso significativo das faixas etárias mais jovens neste tipo de crime.

Segundo o jornal, o fenómeno é descrito como recente, mas em acelerado crescimento, num contexto marcado pela disseminação de discursos ligados a uma masculinidade tóxica, amplificados por influenciadores digitais como Andrew Tate e Numeiro.

O relatório destaca ainda que a criminalidade juvenil está cada vez mais associada a ilícitos de natureza sexual, frequentemente em contexto escolar e entre jovens que se conhecem, e que muitos destes crimes recorrem a tecnologias digitais e envolvem partilha de conteúdos íntimos, muitas vezes obtidos através de pressão ou manipulação.

As autoridades sinalizam que tanto vítimas como suspeitos pertencem, em geral, a meios socialmente integrados e frequentam o ensino regular, sobretudo no secundário. Em vários casos, os crimes estão associados ao consumo de álcool em ambientes festivos.

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