Jornalista do diário ADN detido durante horas em Cuba

Agência Lusa , HCL
25 nov, 00:14
Héctor Valdés
Héctor Valdés

Héctor Valdés denunciou que foi raptado de casa, detido e ameaçado de morte em várias momentos. Companheiro já afirmou que o jornalista se encontra bem

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O jornalista cubano Héctor Luis Valdés, do diário independente ADN, foi libertado horas depois de ter sido detido em Havana por agentes da segurança do Estado, informou aquele meio de comunicação.

O diário ADN confirmou a denúncia feita através das redes sociais pelo companheiro, Raul Soublett, ativista LGBTIQ e diretor da Aliança Afro-Cubana.

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Segundo Soublett, Valdés foi intercetado no município de San Miguel del Padrón, por um agente que, em ocasiões anteriores, já o havia interrogado.

“O Dominic está a levar-me”, dizia a última mensagem enviada por Valdés a Soublett, pelas 8:30 locais (14:30 em Lisboa) e que este último publicou nas redes sociais com uma fotografia mostrando a mensagem no seu telemóvel.

 

 

Horas depois, Soublett confirmou na rede social Facebook a libertação do jornalista: “Hector Luis Valdés já está em casa! Obrigado pela preocupação..

Recolhido à força em casa, detido e ameaçado de morte

Valdés, vinculado ao coletivo de artistas dissidentes Movimiento San Isidro, denunciou ter sido recolhido à força em sua casa, detido e ameaçado de morte em várias ocasiões.

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Vários jornalistas locais independentes denunciaram nas últimas semanas ações de hostilidade por parte das forças de segurança cubanas, especialmente em torno do frustrado protesto de ativistas de oposição ao governo de Cuba a 15 de novembro, cuja marcha foi proibida.

Uns foram interrogados, outros denunciaram a interrupção das suas comunicações e alguns asseguraram que foram impedidos de sair de casa para cumprir a sua missão de informar.

Dois dias antes, a 13 de novembro, as autoridades cubanas retiraram as acreditações de imprensa a seis jornalistas e gráficos que trabalham para a delegação da agência de notícias espanhola EFE em Cuba, uma ação injustificada e sem precedentes.

Duas foram restituídas no dia seguinte e o governo cubano comprometeu-se a devolver outras duas “a partir de 28 de novembro”, assim como a conceder o visto de imprensa do novo delegado da agência no país, pedido em setembro passado.

A presidente da EFE, Gabriela Canas, considerou as medidas insuficientes e reclamou a recuperação de todas as credenciais do seu pessoal em Havana.

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