Colégios veem nos ‘rankings’ oportunidade para aprender com escolas que conseguem bons resultados

Agência Lusa , AM
4 abr 2025, 12:43
Escola

Colégios privados voltam a surgir no topo da tabela, com a primeira escola pública a surgir apenas em 33.º lugar

Os representantes dos colégios privados reconhecem que os ‘rankings’ comparam realidades diferentes e, por isso, devem ser relativizados, mas defendem que podem ser uma oportunidade para aprender com aquelas onde os alunos conseguem bons resultados.

“É absurdo comparar uma escola que, ao longo dos anos, tem uma média de 11 valores, com uma escola de 17. Não faz sentido, são organizações diferentes com objetivos diferentes. Mas é relevante ver as escolas com que sou comparável”, considerou o diretor executivo da Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo (AEEP), Rodrigo Queiroz e Melo.

“Ajuda na sua melhoria”, defende o representante dos colégios que vê nos ‘rankings’ das escolas uma oportunidade para aprender com as escolas que, sistematicamente, alcançam bons resultados.

E dá o exemplo das diferenças, que se observam ano após ano, entre as escolas do norte e sul do país, públicas e privadas, as primeiras tendencialmente com médias mais altas tanto nos exames nacionais e como nas classificações internas.

“Não será certamente porque a água do Douro tem alguma particularidade”, ironiza Rodrigo Queiroz e Melo, para insistir que seria interessante perceber o que as escolas daquela região fazem diferente.

Os ‘rankings’ das escolas foram divulgados e na lista que compara as médias obtidas nos exames nacionais, os colégios privados voltam a surgir no topo da tabela, com a primeira escola pública a surgir apenas em 33.º lugar.

Tem sido assim nos 25 anos desde que estes dados são divulgados, sempre com críticas de professores e diretores das escolas públicas, que criticam os ‘rankings’ por considerarem que comparam realidades incomparáveis e estigmatizam os estabelecimentos de ensino público.

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