William de um lado, Harry do outro. O silêncio reinou na vigília dos netos à urna de Isabel II, a "querida avozinha" que acreditavam ser eterna

17 set, 20:35

O silêncio imperou durante os 15 minutos da vigília dos netos

Os oito netos da rainha Isabel II juntaram-se na vigília deste sábado à urna da rainha Isabel II, com o príncipe William e o príncipe Harry a liderar o grupo, em Westminster Hall, em Londres. Durante 15 minutos, os dois filhos do rei Carlos III e os filhos da princesa Anne, Zara Tindall e Peter Phillips, as filhas do príncipe Andrew, as princesas Beatrice e Eugenie, e os filhos do príncipe Edward, Lady Louise e o visconde Severn, estiveram de pé, ao redor da urna, em silêncio, de mãos cruzadas e a olhar o chão.

À semelhança da vigília dos filhos da rainha, que decorreu esta sexta-feira, o silêncio imperou durante os 15 minutos da vigília dos netos de Isabel II. O príncipe William e o príncipe Harry ficaram em lados opostos - Harry ficou aos pés da urna, enquanto William ficou na cabeça da mesma. Os filhos do rei Carlos III apareceram de farda militar e os restantes vestiram de negro.

Os oito netos da rainha estavam visivelmente emocionados e forçaram-se por conter as lágrimas, enquanto eram observados pelos cidadãos que esperaram horas nas filas para ver a urna da monarca.

Netos da rainha Isabel II na vigília à urna da monarca (Aaron Chown/Pool Photo via AP)

Qual o significado desta vigília?

Conhecida tradicionalmente como a 'vigília dos príncipes', esta cerimónia ocorreu pela primeira vez em 1936, após a morte do então rei George V, quando os seus quatro filhos - Edward VIII (que se tornou automaticamente rei), o príncipe Albert (pai da rainha Isabel II que viria a suceder ao trono depois da abdicação do irmão), e os príncipes Henry e George - ficaram de pé ao redor da sua urna, em Westminster Hall. 

Antes da morte de Isabel II, esta vigília só voltou a ocorrer numa outra ocasião - no funeral da rainha-mãe, em 2002. O rei Carlos III - na altura, com o título de príncipe de Gales - foi um dos membros da Família Real que participaram nessa mesma vigília. 

A vigília deste sábado fica marcada por ser a primeira vez que os netos de um monarca se juntam numa 'vigília dos príncipes'.

Princesas Beatrice e Eugenie quebram o silêncio para recordar a "querida avozinha"

Cerca de uma hora antes da vigília, as princesas Beatrice e Eugenia quebraram o silêncio em torno da morte da rainha Isabel II. Num comunicado divulgado pela Família Real, as filhas do príncipe Andrew admitem não ter palavras para expressar as saudades que sentem da "querida avozinha" que sempre acreditaram que seria eterna.

"Querida avozinha, ainda não conseguimos expressar por palavras aquilo que sentimos desde que nos deixaste. Tem havido lágrimas e risos, silêncios e conversas, abraços e solidão, e [todos sentimos] uma perda coletiva de ti, nossa querida rainha e nossa querida avozinha", pode ler-se no comunicado.

Beatrice e Eugenie admitem que, tal como "muitas outras pessoas", sempre acreditaram que a rainha seria eterna, e recordam a monarca como "a matriarca" da família, a pessoa que as guiava e que estava sempre presente nas suas vidas. "Ensinaste-nos tanto e vamos recordar para sempre essas lições e memórias", afirmam.

"Por agora, querida avozinha, tudo o que queremos dizer é 'obrigada'. Obrigada por nos fazeres rir, por nos incluires, (...) pelos nossos chás, pelo conforto, pela alegria. A avó, sendo tal como é, nunca saberá o impacto que teve na nossa família e para tantas pessoas em todo o mundo", prossegue o texto.

"O mundo está de luto por ti e os tributos deixar-te-iam com um sorriso no rosto. São todos tão fiéis à líder inesquecível que sempre foste. Estamos tão felizes por estares novamente junto ao avô. Adeus, querida avozinha, tem sido a honra das nossas vidas sermos suas netas. Sabemos que o querido tio Carlos, o rei, vai manter o teu exemplo de liderança, uma vez que também sempre dedicou a sua vida ao serviço", acrescenta-se ainda.

O comunicado - o mais pessoal e menos formal quando comparado com os dos restantes membros da Família Real - termina com a mensagem "Deus salve o rei".

Ao início da tarde, o rei Carlos III e o príncipe William surpreenderam a multidão que se encontrava na longa fila para entrar em Westminster Hall. Carlos III e William cumprimentaram os populares, com quem trocaram algumas palavras. Entre a multidão estava uma portuguesa: Vânia Henriques, uma professora que está no Reino Unido há 30 anos e que já estava na fila há 12 horas para ver a urna da monarca. O príncipe William cumprimentou Vânia e trocou algumas palavras com o seu filho, que também aguardava na fila.

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