Râguebi: Irlanda impõe maior derrota da história dos lobos no Jamor

12 jul 2025, 22:37
Irlandeses atropelaram lobos no Jamor

Portugal conseguiu apenas um ensaio e consentiu 16 aos irlandeses (106-7)

A seleção portuguesa de râguebi defrontou este sábado, pela primeira vez, a poderosa Irlanda no Estádio Nacional e, como se esperava, consentiu a maior derrota da sua história (106-7), somando apenas num ensaio num jogo que foi um autêntico atropelo aos valentes lobos.

Nicolas Martins, aos 53 minutos, fez o único ensaio da seleção portuguesa, já na segunda parte, num teste oficial da World Rugby em que os lobos foram cilindrados por 16 ensaios irlandeses e acabaram a lutar, sem sucesso, para que o marcador não chegasse aos três dígitos para os visitantes.

Os 99 pontos de diferença no marcador superam os 95 da derrota sofrida contra a Nova Zelândia (108-13) no Mundial de 2007, naquela que era, até este sábado, a derrota mais pesada de Portugal.

O encontro com a Irlanda foi, também, a segunda vez que os lobos sofreram mais de 100 pontos num encontro.

E o terceiro classificado do ranking mundial até se apresentou no Estádio Nacional desfalcado de uma grande parte dos seus principais jogadores que se encontram ao serviço dos British and Irish Lions, nesta altura, em digressão no hemisfério sul.

Mas isso não impediu que o jogo fosse praticamente de sentido único logo desde o primeiro lance, quando Stuart McCloskey cruzou a linha de ensaio pela primeira vez para os irlandeses, estavam decorridos apenas 46 segundos.

O resultado foi crescendo e a diferença de 54-0 ao intervalo já deixava antever um final de tarde histórico, pela negativa, até porque Portugal também não contava com Rodrigo Marta, Raffaele Storti, José Lima, Samuel Marques, Cody Thomas e Anthony Alves, todos com problemas físicos.

A juntar ao rol de lesionados, o capitão, Tomás Appleton, também saiu de maca, aos 21 minutos, e o seu próprio substituto, Gabriel Aviragnet, também não esteve em campo mais do que 12 minutos, numa partida em que vários jogadores terminaram com queixas físicas.

Portugal ainda tentou, pelo menos, mostrar a qualidade do seu jogo ofensivo, mas só o conseguiu uma vez em cada metade do encontro.

Nuno Sousa Guedes, no dia da sua 50.ª internacionalização, cruzou a linha de meta, mas o videoárbitro descortinou um passe para a frente de Vincent Pinto, que impediu o jogador do CDUP de reduzir, na altura, para 28-7.

Já na segunda parte, novamente com Vincent Pinto a assistir um companheiro, desta vez de forma legal, coube a Nicolas Martins (53) fazer o ensaio de honra português, transformado por Hugo Aubry.

Excetuando esses dois lances, a Irlanda vulgarizou completamente a seleção portuguesa que, apesar de ter a oportunidade de defrontar várias equipas do Tier 1 desde o Mundial2023 (África do Sul, Escócia e Irlanda), mostrou, desta vez, que não está preparada para o tamanho do desafio.

Com mais de seis mil adeptos no Jamor, as equipas alinharam da seguinte forma:

PORTUGAL: David Costa, Luka Begic, Diogo Hasse Ferreira, António Rebelo de Andrade, Pedro Ferreira, David Wallis, Nicolas Martins, Diego Pinheiro, Hugo Camacho, Hugo Aubry, Manuel Cardoso Pinto, Tomás Appleton, Vincent Pinto, Simão Bento e Nuno Sousa Guedes.

Jogaram ainda: Abel Cunha, Pedro Lopes, Martim Souto, Guilherme Costa, Francisco Almeida, Vasco Baptista, António Campos e Gabriel Aviragnet.

IRLANDA: Jack Boyle, Gus McCarthy, Thomas Clarkson, Tom Ahern, Darragh Murray, Ryan Baird, Alex Kendellen, Cian Prendergast, Craig Casei, Jack Crowley, Shayne Bolton, Stuart McCloskey, Hugh Gavin, Tommy O’Brien e Jimmy O’Brien.

Jogaram ainda: Tom Stewart, Michael Milne, Tom O’Toole, Cormac Izuchukwu, Max Deegan, Ben Murphy, Ciaran Frawley e Calvin Nash.