Novos radares: Lisboa pode arrecadar mais de 31 milhões de euros com as infrações

Agência Lusa , CF
30 nov 2022, 17:55
Os novos radares de Lisboa permitem controlar a velocidade nos dois sentidos da estrada

41 novos radares começaram a funcionar no dia 1 de junho, registando-se um total de 230.486 ocorrências até novembro

A Câmara Municipal de Lisboa (CML) poderá arrecadar cerca de 31,2 milhões de euros com a receita das infrações detetadas através dos radares de controlo de velocidade rodoviária da capital, em funcionamento desde 1 de junho.

Apesar de o valor das multas não ter ainda sido apurado, segundo as contas da Lusa e considerando dados fornecidos pela CML, a autarquia poderá ter de receita cerca de 25,6 milhões de euros com as multas consideradas graves, se o infrator pagar o mínimo de 120 euros de coima.

Já relativamente às infrações muito graves (com um valor mínimo de 300 euros), o valor poderá ascender a cerca de 4,3 milhões de euros, enquanto as muito graves II poderão render à autarquia 1,2 milhões de euros (mínimo de 500 euros).

A classificação das infrações como graves, muito graves e muito graves II, apresentada nas tabelas da CML, depende de em quantos quilómetros/hora é ultrapassado o limite de velocidade.

Os 41 novos radares, 21 que substituiram equipamentos antigos e 20 em novas localizações, começaram a funcionar no dia 1 de junho, registando-se um total de 230.486 ocorrências até novembro.

O segundo mês de atividade dos radares, julho, foi aquele que registou mais infrações de todo o tipo, sendo 47.659 graves, 3.343 muito graves e 567 muito graves II.

De acordo com os dados da CML, os valores totais das infrações, relativo ao período em análise, 1 de junho a 29 de novembro, “ainda não foi aferido”, sendo que a receita arrecadada pela autarquia corresponde apenas a 55% do montante da coima paga, uma vez que os restantes 45% revertem para a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) e para o Estado (10% e 35%, respetivamente).

Avenida Lusíada é o local com maior número de ocorrências

Sobre os locais que registam maior número de ocorrências nesse período, a autarquia indicou as avenidas Lusíada, Eusébio da Silva Ferreira, Padre Cruz e dos Combatentes, sendo que o radar fixo do sentido oeste-este da Avenida Lusíada, junto ao Hospital Lusíadas, foi aquele que detetou mais infrações: 41.677.

Já o radar junto ao Centro Comercial Fonte Nova, em Benfica, sentido este-oeste, detetou 22.959 irregularidades, seguido do equipamento instalado na Avenida Padre Cruz com a Rua Daniel Santa Rita com 19.232.

O radar da Avenida dos Combatentes, junto à Embaixada dos Estados Unidos, apanhou em infração 11.646 condutores no sentido sul-norte, e 11.456 no sentido norte-sul.

Os 41 novos radares de controlo de velocidade de trânsito em Lisboa começaram a funcionar a 1 de junho, dispondo de “tecnologia mais avançada” que permite monitorizar várias vias.

O município, sob a presidência de Carlos Moedas (PSD), que governa sem maioria absoluta, referiu que o objetivo dos novos radares é “aumentar a segurança rodoviária e diminuir os acidentes na cidade de Lisboa”.

A implementação dos novos radares como medida de segurança rodoviária foi decidida pelo anterior executivo camarário, sob a presidência de Fernando Medina (PS), num investimento total de 2,142 milhões de euros.

De acordo com o município, os novos aparelhos “são equipamentos modernos e com uma tecnologia mais atual, que possibilitam o controlo simultâneo de velocidade em várias vias e em ambos os sentidos”, enquanto os radares antigos apenas permitem controlar a velocidade numa única via.

Outra das funcionalidades é a possibilidade de o Centro de Coordenação da Mobilidade do município receber dados de tráfego em tempo real (velocidades médias, contagens de veículos com possibilidade de desagregar por tipologia de veículo, distância entre veículos para avaliar congestionamento da via), revelou a autarquia, referindo que a gestão destes radares é feita pela Polícia Municipal.

A instalação dos novos equipamentos de controlo de velocidade estava prevista ficar concluída até ao final de 2021, tendo o presidente da Câmara de Lisboa justificado a demora com a procura de uma nova forma de sinalização dos radares.

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