Infantino: «Se um jogador cobrir a boca e disser algo racista deve ser expulso»

10 mar, 11:37
Prestianni e Vinicius Júnior no Benfica-Real Madrid (AP Photo/Pedro Rocha)

Presidente da FIFA recorda polémica com Vinicius Júnior e garante que se devem incentivar os pedidos de desculpa por parte dos acusados, nestas situações

Gianni Infantino deu uma entrevista ao jornal AS, em que o tema central é o Mundial 2026, mas a luta contra o racismo também esteve em debate, com foco (obviamente) para a polémica entre Vinicius Júnior e Prestianni.

O presidente da FIFA garante que é inadmissível «tapar a boca» para proferir insultos racistas contra outro jogador e quem o fizer deve ser expulso. Ainda assim, Infantino mostra-se seguro de que um pedido de desculpas deve ser incentivado às pessoas que cometem este tipo de atos, assim como as punições para as mesmas.

«Não há lugar para o racismo. Temos de combatê-lo com todas as forças. Estamos em 2026, não é possível discriminar alguém pela sua origem. Às vezes, as pessoas dizem-me que o racismo é um problema da sociedade. Sim, mas no futebol temos de o resolver no futebol e a sociedade logo resolve como achar melhor. Cobrir a boca e dizer algo inaceitável não é aceitável. Se um jogador tapa a boca e diz algo racista tem de ser expulso, obviamente. Devemos analisar a situação e ter provas, mas não podemos aceitar as "velhas" desculpas», começa por referir.

«Talvez não se devesse pensar apenas na punição, mas sim permitir que as pessoas se desculpem e mudar a nossa cultura. Um jogador ou outra pessoa pode fazer algo num momento de raiva e depois desculpar-se, aí a sanção devia ser diferente. Estas são ações que podemos e devemos levar a sério na luta contra o racismo», acrescenta.

Quanto à competição em si, Infantino aponta a Espanha com uma das favoritas a conquistar o Mundial 2026 e suceder assim à Argentina, detentora do troféu e que também marcará presença na fase final da prova.

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