R. Kelly considerado culpado de crimes de pornografia infantil

14 set, 22:41
R. Kelly

Durante o julgamento que se prolongou ao longo de cinco semanas, várias mulheres contaram em tribunal que foram vítimas de abusos sexuais por parte do famoso cantor quando eram menores

O cantor R. Kelly foi considerado culpado no julgamento por crimes de pornografia infantil, avança a imprensa internacional. A decisão do tribunal de Chicago surge cerca de dois meses depois de o cantor de R&B ter sido condenado a 30 anos de prisão por tráfico sexual e crime organizado.

O também compositor, de 55 anos, foi considerado culpado em três acusações de pornografia infantil e três acusações de aliciamento infantil, mas foi absolvido de uma acusação de conspiração para obstruir a justiça, acusando-o de consertar o seu julgamento de pornografia infantil em 2008. Esta decisão do júri federal - que necessitou de apenas dois dias de deliberação - é vista por muitos como o culminar desse mesmo julgamento de 2008.

Os seus corréus, Derrel McDavid e Milton Brown, foram considerados inocentes de todas as acusações.

Em Chicago, uma condenação de pornografia infantil acarreta uma sentença mínima obrigatória de 10 anos, enquanto a receção de pornografia infantil determina um mínimo obrigatório de cinco anos.

Durante o julgamento, que se prolongou ao longo de cinco semanas, várias mulheres contaram em tribunal que foram vítimas de abusos sexuais por parte do famoso cantor quando eram menores. O júri assistiu ainda a um vídeo de R. Kelly a abusar sexualmente da sua afilhada, que testemunhou que o abuso começou na década de 1990, quando era adolescente. 

R. Kelly ficou conhecido pelo seu sucesso mundial I believe I can fly, e continuou a ser idolatrado por legiões de fãs, mesmo depois surgirem os primeiros rumores sobre alegados abusos de raparigas menores, na década de 1990.

No passado dia 29 de junho, o cantor foi condenado a 30 anos de prisão por crime organizado e tráfico sexual, com a juíza Ann Donnelly a declarar que R. Kelly utilizava relações sexuais como uma arma, forçando as suas vítimas a fazer coisas "indescritíveis". Ao longo do processo judicial, inúmeros depoimentos relataram que o artista submetia as vítimas, muitas vezes menores, a caprichos perversos e sádicos.  A acusação referiu em julgamento que Kelly usava a sua “fama, dinheiro e popularidade" para sistematicamente atrair e "atormentar crianças, jovens e mulheres para sua própria gratificação sexual". 

E.U.A.

Mais E.U.A.

Patrocinados