Ventura saúda que quem “recebe subsídios” tenha de trabalhar mas quer ir mais longe

Agência Lusa , MJC
29 mai, 19:36
O presidente do Chega, André Ventura (Lusa/ Miguel A. Lopes)
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“Quem recebe este tipo de ajudas - não estou a falar pontualmente - deve ter um contrato-programa em que devolve ao país uma parte desta ajuda que está a receber”, afirmou

O presidente do Chega saudou que o Governo preveja na nova Prestação Social única (PSU) que “quem recebe subsídios deve trabalhar”, dizendo ser uma ideia do seu partido, mas defendeu que deve ir mais longe.

Em declarações à comunicação social, antes de visitar a Feira do Livro de Lisboa, André Ventura foi questionado sobre a revisão das prestações sociais aprovada pelo Governo, que prevê uma obrigação de “atividade de solidariedade social” para os beneficiários em idade ativa como condição para receberem a PSU.

“Saúdo por terem dado o mote a uma iniciativa que é do Chega, a uma proposta que é do Chega e que nós assumimos sempre, desde a fundação do partido, como nossa: que é quem recebe subsídios mínimos tem que trabalhar.

Por outro lado, Ventura lançou o repto para que o executivo vá mais longe e torne este princípio “central na economia”.

“Quem recebe este tipo de ajudas - não estou a falar pontualmente - deve ter um contrato-programa em que devolve ao país uma parte desta ajuda que está a receber”, afirmou, dizendo que isto é feito em países como a Suécia ou Alemanha.

O líder do Chega defendeu, por outro lado, que esta obrigação não deve servir para “encher ainda mais os cofres do Estado”, mas para “devolver noutras prestações sociais que não dependem da vontade da pessoa”, como apoios a pessoas com deficiência ou idosos.

“É esta inversão, é esta contrapartida que o Governo ainda não fez e que nós esperamos ainda ir mais longe”, afirmou.

Perante a insistência dos jornalistas se o partido irá votar a favor do pedido de autorização legislativa do executivo PSD/CDS-PP, Ventura respondeu que “há condições para trabalhar”-

“Mas vamos ter de ir mais longe. Em Portugal todos têm condições para, se quiserem, trabalharem, nós temos de valorizar quem trabalha, não podemos criar uma cultura das pessoas viverem de subsídios”, afirmou.

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