Forças de segurança que assinaram acordo com o Governo admitem "fratura" na PSP e GNR

9 jul, 19:18

"Todos consideraram que o valor era razoável", garantiu o representante, que admitiu que o acordo não é o ideal

É um acordo, mas não é um acordo ideal. É desta forma que a plataforma sindical da PSP e GNR sai do Ministério da Administração Interna, depois de três sindicatos representantes dos polícias e duas associações militares terem chegado a acordo para o aumento do suplemento de risco.

Em declarações após a assinatura do acordo, o representante daquela plataforma admitiu que “não podemos olhar para um acordo ideal”, mas antes para um “meio acordo” que “é suficiente neste momento”, sobretudo para uma alavancagem salarial imediata.

Bruno Pereira referiu que esta é a “solução possível neste momento”, mas garantiu que não se vai perder o foco em discutir os problemas existentes. Ainda assim, admitiu, existe uma clara "fratura" dentro da plataforma que representa as forças de segurança, mesmo que nenhum sindicato ou associação tenham anunciado a desvinculação desta plataforma. Isto porque houve vários sindicatos da PSP e associações da GNR que abandonaram a reunião sem assinarem o documento.

“Todos consideraram que o valor era razoável”, reiterou, explicando que a questão vai para lá do aumento, chegando a outras questões que o Governo também respondeu, nomeadamente o estatuto profissional.

O Governo chegou a acordo com três sindicatos da PSP e duas associações da GNR sobre a atribuição de um suplemento de risco, que se traduz num aumento faseado de 300 euros até 2026.

Além do aumento de 300 euros, passando a variante fixa do suplemento fixo dos atuais 100 para 400 euros, o acordo estabelecido prevê também, segundo as estruturas sindicais, revisão do estatuto profissional, alterações na tabela remuneratória em 2025 e na portaria da avaliação, revisão das tabelas dos remunerados e via verde na saúde.

Este aumento de 300 euros vai ser pago em três vezes, sendo 200 euros este ano e os restantes no início de 2025 e 2026, com um aumento de 50 euros em cada ano, além de se manter a vertente variável de 20% do ordenado base.

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