REVISTA DE IMPRENSA || 64 acabaram expulsos, mas 122 continuam no ativo
Nos últimos dez anos, 188 elementos da PSP e da GNR foram alvo de processos disciplinares por crimes graves, com penas superiores a três anos, avança o Diário de Notícias. Destes, 64 acabaram expulsos, mas 122 continuam no ativo, incluindo dois que passaram à reserva. As forças de segurança reconhecem manter em funções agentes condenados, apesar das infrações.
Na GNR, 74 militares foram condenados por crimes graves entre 2014 e 2023, mas apenas 29 foram expulsos. Já a PSP instaurou 114 processos com origem em crimes deste tipo e aplicou penas de expulsão em 35 casos. A maioria das condenações diz respeito a crimes contra a integridade física, liberdade pessoal, propriedade, honra e violência doméstica.
Apesar de a lei permitir a expulsão de agentes nestas situações, a decisão final depende da avaliação interna. A GNR admite estar a ponderar rever o seu regime disciplinar. A PSP considera que não existem, para já, motivos para alterações.
Já na Polícia Judiciária, todos os inspetores condenados por crimes graves foram afastados. Entre 2014 e 2023, foram aplicadas cinco penas de demissão. A maioria das infrações envolveu corrupção, peculato e violência doméstica. A carreira de inspetor foi a mais visada nos processos disciplinares da PJ nos últimos anos.
