A PSP explica que as recusas de entrada incidiram sobre pessoas que não reuniam as condições legais de entrada no espaço Schengen, nomeadamente por ausência ou invalidade de documentação, falta de meios de subsistência suficientes, ausência de visto válido quando exigível ou existência de indicações no Sistema de Informação Schengen (SIS) ou noutras bases de dados internacionais
A PSP registou nos primeiros quatro meses do ano 980 recusas de entrada nas fronteiras aéreas do país, um aumento de 41,6 % face ao período homólogo de 2025.
Segundo os dados da PSP, este número de recusas equivale a uma média de oito por dia e supera em muito as 692 efetuadas em igual período de 2025 (+288), “reforçando o seu compromisso com a segurança das fronteiras nacionais e o combate à imigração ilegal”.
Numa nota divulgada esta quinta-feira, a Polícia de Segurança Pública (PSP) refere que o controlo fronteiriço “é uma prioridade operacional permanente”, salientando que, no decurso das operações de controlo de fronteira realizadas nos aeroportos nacionais, “os polícias afetos ao controlo fronteiriço procederam à análise e verificação de todos os passageiros sujeitos a controlos, atuando em conformidade com o Código das Fronteiras Schengen e demais legislação”.
A PSP explica que as recusas de entrada incidiram sobre pessoas que não reuniam as condições legais de entrada no espaço Schengen, nomeadamente por ausência ou invalidade de documentação, falta de meios de subsistência suficientes, ausência de visto válido quando exigível ou existência de indicações no Sistema de Informação Schengen (SIS) ou noutras bases de dados internacionais.
Todas as ocorrências foram objeto de registo, sendo os identificados sujeitos aos procedimentos legais, em articulação com as autoridades judiciárias e demais entidades com responsabilidades nesta matéria, acrescenta a PSP.
A PSP refere ainda que esta quinta-feira, até às 13:00, foram controladas 30.339 pessoas nos três principais aeroportos portugueses, sendo que 15.365 entram no país e 14.974 saíram, com uma média horária de espera de pouco mais de uma hora.
Em dados relativamente aos tempos de espera, a PSP adianta que no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, as chegadas tiveram um máximo de 67 minutos e as partidas 46, no Sá Carneiro, no Porto, as chegadas tiveram um máximo de 60 minutos e as partidas 30.
No Aeroporto Gago Coutinho, em Faro, os tempos descem bastante, com uma média de 26 minutos nas chegadas e apenas sete minutos nas partidas.
A PSP, através da Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras (UNEF), é responsável pela segurança das infraestruturas de aviação civil e pelo controlo das fronteiras aéreas nacionais, com “o compromisso com a segurança do ambiente aeroportuário para os passageiros e trabalhadores”.
