Operação da PSP faz quatro detidos por causa dos tumultos em Lisboa

Carolina Resende Matos , notícia atualizada às 11:23
9 dez 2024, 07:27

Ataques deliberados e roubos violentos entre os crimes investigados

A PSP, através da Divisão de Oeiras, tem em curso a “Operação Ares” focada essencialmente no bairro da Portela. A polícia encontra-se a realizar sete buscas domiciliárias e procura quatro suspeitos que participaram nos tumultos na noite de 22 para 23 de outubro após a morte de Odair Moniz no bairro da Cova da Moura na Amadora, durante uma perseguição policial a 21 de outubro. Há pelo menos quatro detidos.

A TVI (do mesmo grupo da CNN Portugal) sabe que a investigação da equipa de investigação criminal de Oeiras, que foi feita em tempo recorde, permitiu identificar a maioria dos suspeitos envolvidos. Trata-se de um gangue juvenil, já conhecido das autoridades e com vasto cadastro criminal, que causou o pânico naquela noite, tendo incendiado caixotes do lixo, carros e outros objetos à volta do bairro da Portela em Oeiras.

Durante esses tumultos um autocarro foi queimado e várias pessoas ficaram feridas.

No decorrer das investigações foi possível apurar que os suspeitos terão, nessa mesma madrugada, atacado de forma deliberada várias pessoas e realizados roubos violentos.

As principais vítimas foram dois jovens irmãos, residentes no bairro da Portela. Os rapazes terão tentado impedir que o grupo partisse e incendiasse veículos no interior do bairro. Os suspeitos, que atuaram sempre em grupo e encapuzados, agrediram a vítima mais velha, de 24 anos, à pedrada na zona da cabeça. O jovem ficou gravemente ferido e sem parte dos dentes.

A segunda vítima, mais nova, com 22 anos, foi esfaqueada oito vezes tendo inclusivamente entrado em paragem cardiorrespiratória já no hospital. Foi a mãe de ambos os jovens que os colocou no carro e levou para o hospital S. Francisco Xavier, o que permitiu que o rapaz esfaqueado fosse reanimado a tempo pelas equipas médicas. 

Estão neste momento a ser realizadas sete buscas domiciliárias.  As autoridades acreditam que o grupo considerado extremamente violento possa ser o mesmo que atacou uma equipa da CNN Portugal/TVI também naquela noite tendo mantido sob sequestro uma jornalista, privando-a de liberdade dentro de um carro sob ameaça de faca, e vandalizado o automóvel de seguida, permitindo depois que a vítima saísse sem lesões mas tendo a mesma sido alvo de roubo.

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