Rui Rio diz que Cabrita só se demitiu para "não prejudicar eleitoralmente o PS"

Agência Lusa , PF
4 dez 2021, 20:17

Presidente do PSD afirma também que escolha de Van Dunem para a pasta da Administração Interna é "boa", dado que "é para não fazer nada"

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Rui Rio, afirmou este sábado que o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, “já devia ter saído” antes por causa dos erros que cometeu e acusou-o de só se demitir agora “para não prejudicar eleitoralmente o Partido Socialista”.

“Para mim, é notório que o ministro [Eduardo Cabrita] já devia ter saído, o primeiro-ministro quis mantê-lo, portanto corresponsabilizou-se por todos os dossiês e erros que foram acontecendo e agora lá combinaram entre os dois que é melhor sair, senão era um desgaste muito grande para o Governo”, apontou o líder do PSD.

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Para Rui Rio, já houve “muitas razões e muitas alturas” para o ministro Eduardo Cabrita sair do Governo.

“Nunca saiu e [agora] não saiu por razões daquilo que era a gestão e os problemas que teve. Acabou por sair agora, não por isso mas para não prejudicar eleitoralmente o Partido Socialista, a menos de dois meses de eleições”, disse ainda.

O ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, demitiu-se na sexta-feira, na sequência da acusação de homicídio por negligência do Ministério Público ao seu motorista pelo atropelamento mortal de um trabalhador da autoestrada A6, em junho deste ano.

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A ministra da Justiça, Francisca Van Dunem, passou também a acumular a pasta da Administração Interna.

Para Rui Rio, a escolha de Van Dunem foi acertada, uma vez que faltam menos de dois meses para as eleições e, portanto, “não é para fazer nada”.

“Sendo para não fazer nada e olhando à atuação da ministra no Ministério da Justiça, acho que está bem escolhido. Como não fez nada no Ministério da Justiça, nada vai fazer no Ministério da Administração Interna. Nesse aspeto, concordo, não valia a pena estar a pôr um ministro quando tem ali à mão alguém que se notabilizou por não fazer nada”, rematou.

Rio diz que PSD decide na terça-feira se há ou não coligação com CDS

O presidente do PSD, Rui Rio, afirmou hoje, em Barcelos, que o partido decide na terça-feira se concorre sozinho às eleições legislativas ou coligado com CDS e/ou PPM.

Admitindo que o partido está dividido em relação ao assunto, Rio disse que a decisão será tomada na terça-feira, dia em que se reunirão a Comissão Política Nacional e o Conselho Nacional. Questionado pelos jornalistas, Rio escusou-se a adiantar qual a sua posição pessoal.

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“A minha opinião, se quero coligação ou não, dou-a na Comissão Nacional”, referiu.

Disse apenas que, a haver coligação, ela poderá ser apenas extensiva ao CDS-PP e ao PPM. Em relação aos nomes dos candidatos a deputados, afirmou que “não riscou nem desarriscou” ninguém.

Nesta deslocação a Barcelos, Rui Rio participou numa cerimónia de homenagem a Francisco Sá Carneiro, fundador do PSD que morreu há 41 anos,

Na freguesia de Manhente, Rio inaugurou o arranjo urbanístico de um largo que tem um busto de Sá Carneiro.

Uma ocasião que aproveitou para vincar a frase de Sá Carneiro “primeiro o país, depois o partido e só depois nós próprios”, que Rio considera continuar “a fazer todo o sentido” nos dias de hoje.

Rui Rio participou ainda no encerramento do congresso dos Autarcas Social-democratas, tendo, no seu discurso, manifestado a sua convicção de que o PSD tem todas as condições para ganhar as Legislativas de janeiro e as Autárquicas de 2025.

No seu discurso, Rio disse que, atualmente, tende a ser a favor da regionalização, mas desde que seja desenhado um modelo que, desde logo, garanta poupança a nível da despesa pública.

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