Rui Rio sai do Parlamento se perder diretas: "É um ponto final, parágrafo"

CNN , MJC
25 nov, 09:06
Rui Rio (PSD/João Pedro Domingos)
Rui Rio (PSD/João Pedro Domingos)

A dois dias das eleições para a liderança do PSD, Rui Rio afirma estar convicto de que o partido pode alcançar a vitória nas legislativas de janeiro mas não rejeita a hipótese de fazer acordos com o CDS ou com o PS

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Rui Rio deixa claro que, se perder as eleições diretas no próximo sábado, não entra nas listas de deputados e deixará o Parlamento:

Se eu perder as diretas, acaba aqui. Acaba no congresso porque não fujo às responsabilidades. Mas depois é um ponto final parágrafo." 

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Rui Rio está convencido que tem muito mais hipóteses do que Paulo Rangel para levar o partido à vitória nas eleições legislativas de 30 de janeiro. Esse é o seu grande trunfo nas eleições para a liderança do PSD, que se realizam este sábado, como explicou em entrevista à Rádio Renascença.

"O que é importante para o PSD não são as eleições do próximo sábado, são as eleições de 30 de janeiro. Nós queremos ganhar as eleições de janeiro e temos muito pouco tempo, [por isso] eu comporto-me como se estivesse a fazer uma campanha eleitoral para as legislativas", disse.

Não sou fanfarrão, não venho para aqui dizer que está ganho. Nós temos três patamares, um são os portugueses, outro os militantes e o terceiro o aparelho do PSD. É notório que eu tenho muito mais apoio nos portugueses e que Paulo Rangel tem mais apoio no aparelho do PSD. No meio ficam os militantes e na prática o que este resultado vai dizer é se a maioria dos militantes está mais ligada aos portugueses ou ao aparelho partidário."

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Rio sublinha que "em 2019 era dificílimo o PSD ganhar", mas considera que hoje em dia as condições são muito diferentes: "Há um desgaste muito maior do Partido Socialista, os resultados da governação começam a surgir e por isso as condições em que o PSD vai a estas legislativas são muito mais favoráveis". 

Convicto de que o partido tem "hipóteses de ganhar as legislativas" e de que as eleições se ganham ao centro, Rui Rio não faz questão, no entanto, de ir a votos sozinho. Não desiste de uma coligação pré-eleitoral com o CDS-PP e vai levar à comissão política nacional uma proposta para ser votada.

Além disso, afirma que também está disponível para viabilizar um governo do PS porque é do interesse nacional ter um governo estável.

"Só há dois partidos que podem ganhar, o PS ou o PSD, e é muito difícil ganhar com maioria absoluta. (...)  Sem maiorias absolutas, a governabilidade do país fica em risco relativo e para isso não acontecer tem de haver da parte dos partidos um esforço no sentido de garantir a governabilidade a quem ganhar as eleições. Se eu ganhar as eleições gostaria de poder negociar com os outros partidos para ter um governo com alguma estabilidade a bem do país. Se eu gostava que fosse assim para mim então eu também tenho de ser coerente e dizer que estou disponível se não for eu o vencedor. Outra coisa é dizer o PS ganha e eu viabilizo o governo, não é assim, tem de haver negociações, não há almoços grátis."

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