Rangel: "Não aceito a ideia de que possamos ser a muleta do PS”

23 nov, 07:54
Paulo Rangel (RODRIGO ANTUNES/LUSA)
Paulo Rangel (RODRIGO ANTUNES/LUSA)

Social-democrata diz que o governo socialista trouxe ao país estagnação e paralisia e que a proposta do PSD precisa de ser ambiciosa e esperançosa para ganhar as eleições

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O candidato à liderança do PSD Paulo Rangel disse que o partido tem de ser "uma alternativa clara, forte, atrativa e ambiciosa e não uma muleta ou o amparo do Partido Socialista".

“Temos de ser alternativa, não podemos ser cúmplices do PS”, frisou sustentando que o PSD tem de aspirar por isso a uma maioria para governar e transformar Portugal.

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Paulo Rangel falava em Almada perante uma sala cheia de militantes do distrito de Setúbal, horas depois de ter apresentado a sua moção estratégica.

“Nós temos de ser a alternativa. Não aceito a ideia de que possamos ser a muleta do PS ou o amparo do PS”, disse.

O social-democrata disse acreditar que é possível ao partido ganhar a confiança dos portugueses desde que se apresente a eleições com uma visão, um projeto, um programa e uma liderança que seja credível.

“Não esta na altura de vender ilusões, isso foi o que fez António Costa, mas esta na altura de criar nas pessoas a ambição, o sonho de transformarem as suas vidas para melhor”, frisou

Para Paulo Rangel se a proposta do PSD para o país for ambiciosa e com esperança, o partido ganhará as eleições, cumprindo assim o seu sonho “de por Portugal na rota do crescimento”.

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Paulo Rangel considera que o governo socialista trouxe ao país estagnação e paralisia e um sentido de fatalidade tendo o pais sido ultrapassado por cinco países europeus.

“Longe vão os tempos em que havia a ideia de que Portugal podia integrar o pelotão da frente, nos já estamos no pelotão detrás e o risco que temos a continuar este tipo de políticas é sermos o carro vassoura da União Europeia”, disse.

O candidato à liderança do PSD disse aos militantes em Almada que acredita que é possível inverter este ciclo, criando riqueza e mais bem-estar para as populações assim como condições para sustentar o estado social, as pensões e os apoios aos mais vulneráveis .

Na sua intervenção o candidato à liderança do PSD fez críticas a atuação do PSD nos últimos anos, considerando que não foi capaz de uma oposição firme, forte e credível.

“Andamos sempre a amparar, a por a mão por baixo a António Costa”, disse Paulo Rangel considerando até que “ tem havido uma critica muito fácil , dura e às vezes até severa aos companheiros do PSD que não concordam com a liderança, mas a mesma energia não existe para com António Costa”.

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Mais de 46.000 militantes do PSD vão poder votar, no próximo sábado, nas eleições diretas para escolher o presidente do partido. Além do eurodeputado Paulo Rangel, recandidata-se o atual líder, Rui Rio, que já divulgou no domingo a sua moção de estratégia, intitulada “Governar Portugal”.

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