Montenegro e as sete ideias de futuro para o país (no desejado caminho para primeiro-ministro)

3 jul, 17:32

Luís Montenegro não esconde a vontade de ser primeiro-ministro, acenando já com propostas muito reclamadas pelas famílias e pelas empresas. No palco do 40º Congresso do PSD, não faltou a referência a 2026, o ano das próximas eleições legislativas. O novo presidente do PSD, mandatado para dois anos, está assim pronto para o longo prazo. “Acreditar” é palavra de ordem

1. Contrariar a subida do custo de vida

Aumentos na eletricidade, gás, combustíveis, rendas ou comida. À boleia da guerra, a subida da inflação tem deixado o orçamento das famílias ainda mais apertado. Por isso, Montenegro defende a criação de um Programa de Emergência Social, que inclui medidas como um vale alimentar mensal para as famílias carenciadas ou apoios para os setores da agricultura, pecuária e pescas.

2. Melhorar o acesso à saúde

Para o novo presidente do PSD não há dúvidas: o Serviço Nacional de Saúde (SNS) está como está devido ao “complexo ideológico” dos socialistas. O caminho para contrariar o “caos”, insiste, está em “reformar, reestruturar e reorganizar o SNS” com o envolvimento dos privados e do setor social. “Mudar de vida”, resume.

3. Baixar a carga fiscal

O novo PSD não quer ser como o Governo de Costa, “o campeão da carga fiscal e do sufoco da sociedade”. Montenegro recupera uma bandeira antiga, acenando às famílias e às empresas com a promessa de medidas para reduzir os impostos, facilitando o acesso a bens essenciais e o investimento. Para o presidente social democrata, este será um “combate de legislatura”.

4. Reter jovens e aumentar a natalidade

O PSD quer contrariar a imagem dos tempos da troika, quando o Governo sugeriu aos jovens que emigrassem para encontrar as oportunidades que o país natal não lhes podia oferecer. Montenegro argumenta agora que é preciso “reter os jovens e o talento em Portugal” e avança com uma ideia concreta: discriminação positiva no IRS, para um máximo de 15%, para quem tenha até 35 anos. Com uma exceção: quem se encontre no último escalão de rendimentos. Outras das medidas passaria pelo acesso universo ao ensino pré-escolar para crianças dos zero aos seis anos.

5. Atrair imigrantes

Para Montenegro, o problema da falta de mão-de-obra em diversos setores “não é conjuntural, é estrutural”. E, como as perspetivas não são de melhoria, segue uma sugestão: um programa que permita a captação e a integração de imigrantes, tal como já acontece na Alemanha ou no Canadá, que permita suplantar essas falhas.

6. Criar alianças para um país mais digital e verde

Para que esta meta seja possível, para “desafiar o país”, Montenegro sabe que os poderes públicos e as universidades têm de trabalhar lado a lado. Embora sem avançar grandes pormenores, o líder social democrata defendeu um pacto sobre a transição digital, energética e ambiental.

7. Rejeitar a descentralização

“É um logro”. É assim que Montenegro descreve o processo de descentralização, acusando o Governo de ter transformado os municípios em “tarefeiras da incompetência e incapacidade da administração central”. E assume uma posição: o Governo até pode avançar com o referendo em 2024 mas não vai contar com o apoio do PSD. “Uma irresponsabilidade, uma precipitação e um erro”, classifica, perante um contexto de fortes mudanças a nível internacional.

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