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AD quer recrutar jovens para Forças Armadas com 439 euros e carta de condução gratuita

5 mai, 11:34
Militares portugueses (Lusa)

REVISTA DE IMPRENSA | Paralelamente, PSD e CDS-PP defendem também um plano para a saúde mental nas Forças Armadas

O PSD e o CDS-PP propõem a criação do programa de voluntariado “Defender Portugal”, destinado a aproximar jovens das Forças Armadas através de incentivos como uma compensação de 439 euros e a possibilidade de obtenção gratuita da carta de condução.

De acordo com o Público, a iniciativa, dirigida a jovens entre os 18 e os 23 anos, prevê formações de três a seis semanas com componente teórico-prática de natureza militar, combinada com atividades de apoio cívico em comunidades locais. O objetivo, segundo os proponentes, passa por reforçar a ligação entre as novas gerações e a instituição militar, sem “militarizar a sociedade”.

Destinado a jovens entre os 18 e os 23 anos em regime de voluntariado, o programa prevê uma formação teórico-prática de natureza militar, complementada com serviço cívico. Nesse âmbito, os participantes acompanhariam militares no apoio às populações e comunidades onde estivessem inseridos, com o objetivo de reforçar a ligação entre as novas gerações, as Forças Armadas e o serviço ao país.

O projeto de resolução sublinha ainda que a medida surge num contexto de adaptação dos modelos de recrutamento na NATO, com vários países europeus a reforçarem mecanismos de atração de jovens para as forças armadas.

"Não se trata de militarizar a sociedade, mas antes permitir que jovens de todas as origens sociais possam servir o seu país, porque o escolhem fazer", realçam os deputados da AD ao jornal.

Além do incentivo financeiro e da carta de condução, a participação no programa deverá valorizar o currículo dos participantes em futuros concursos para carreiras militares ou forças de segurança. 

Paralelamente, PSD e CDS-PP defendem também um plano para a saúde mental nas Forças Armadas, com acesso universal a apoio psicológico e relatórios anuais sobre o estado da saúde mental dos militares.

A proposta não tem força de lei, mas sinaliza a intenção do Governo em explorar novos modelos de recrutamento voluntário. O PS também já apresentou uma iniciativa semelhante, propondo programas-piloto de curta duração para avaliar o impacto no recrutamento militar.

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