Aeroporto: Carneiro diz que "não pode haver" concessionárias com maior poder que o Estado

Agência Lusa , MM (atualizado às 17:20)
9 dez 2023, 15:58
José Luís Carneiro (Miguel Pereira da Silva/Lusa)

Candidato à liderança do PS disz que “é preciso respeitar o acordo que foi assumido com o PSD”, para uma decisão que “deve merecer amplo consenso nacional”.

O candidato à liderança do PS José Luís Carneiro afirmou este sábado, em Barcelos, distrito de Braga, que “não pode haver entidades concessionárias que tenham maior poder que o próprio Estado”, numa referência à localização do novo aeroporto de Lisboa.

“Não pode haver entidades concessionárias que tenham maior poder que o próprio Estado. O Estado tem de ter um poder que se sobreponha àqueles que são os concessionários, no exercício de um direito, mas também de deveres para com o interesse público”, referiu.

A Comissão Técnica Independente (CTI) identificou Alcochete como a solução com mais vantagem para o novo aeroporto, entre as duas soluções viáveis para um ‘hub’ (aeroporto que funciona como plataforma de distribuição de voos) intercontinental.

No entanto, a gestora de aeroportos da multinacional Vinci manifestou-se disponível para fazer todos os investimentos necessários num novo aeroporto no Montijo, mas não em Alcochete.

Em relação à localização, José Luís Carneiro disse que “é preciso respeitar o acordo que foi assumido com o PSD”, para uma decisão que “deve merecer amplo consenso nacional”.

“[Essa decisão] vai responsabilizar vários governos no futuro, porque é uma obra que vai demorar o seu tempo e por isso disse que devemos evitar precipitações. E é isso que eu procurei fazer, evitar precipitações num tema tão relevante para o país”, acrescentou.

 

Carneiro diz que só ele pode impedir vitória da direita nas Legislativas

José Luís Carneiro também afirmou hoje que a sua candidatura “é a única que impede a direita de ganhar as eleições” legislativas de 10 de março.

Discursando num almoço-comício com apoiantes da sua candidatura, Carneiro prometeu um PS que tanto dialoga com a esquerda como com o centro-direita democrático.

“Este é o partido que Mário Soares fundou, juntamente com tantos e tantos camaradas, e fundou para nós sermos o partido que tanto dialoga com a esquerda para aperfeiçoar os direitos sociais, como dialoga com o centro-direita democrático para aperfeiçoar as funções estratégicas do Estado”, referiu.

Para José Luís Carneiro, o PS tem de ser “um partido capaz de criar consensos, um partido que contribui para a cooperação entre as forças políticas e sociais”.

Garantindo sentir um apoio cada vez maior por todo o país, Carneiro afirmou: “a minha candidatura é a única que impede a direita de ganhar as eleições”.

Como “grandes prioridades”, apontou a valorização dos rendimentos, a habitação e a saúde.

Deixou ainda o compromisso de que os militantes terão “uma palavra mais forte a dizer” na escolha dos candidatos a deputados.

“Vou assumir hoje, com os meus camaradas, uma nova proposta, a proposta de que, na futura escolha de candidatos a deputados, os militantes vão ter uma palavra mais forte a dizer para escolherem os seus candidatos a deputados à Assembleia da República”, disse aos jornalistas.

O secretário-geral pode escolher 30 por cento dos candidatos e as federações distritais 20 por cento.

Nos restantes 50 por cento, José Luís Carneiro quer que os militantes tenham “uma palavra a dizer”.

Às eleições para a liderança do PS, que vão decorrer nos dias 15 e 16, concorrem também Pedro Nuno Santos e Daniel Adrião.

“Não há vencedores antecipados”, disse ainda Carneiro, lembrando que cada militante representa um voto.

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