Carlos César alerta para “ano difícil” e diz que PS está proibido de “perder a ambição”

Agência Lusa , MM
17 dez 2022, 11:22
Carlos César recebido na Presidência da República

Numa mensagem vídeo que enviou ao XXIII Congresso da Juventude Socialista, que decorre até domingo em Braga, Carlos César alertou que 2023 será um ano em que o Governo do PS se irá confrontar “certamente com novos desafios”

O presidente do PS, Carlos César, alertou este sábado que 2023 vai ser um “ano difícil”, defendendo que será necessário seguir “com atenção” a situação das pessoas mais frágeis e advertindo que os socialistas não podem “perder a ambição”.

Numa mensagem vídeo que enviou ao XXIII Congresso da Juventude Socialista, que decorre até domingo em Braga, Carlos César alertou que 2023 será um ano em que o Governo do PS se irá confrontar “certamente com novos desafios”.

“Depois de importantes sucessos que alcançámos este ano, designadamente os bons resultados obtidos nos índices do emprego e o crescimento económico acima de todas as previsões (…), teremos um ano difícil à nossa frente”, advertiu Carlos César.

Para responder a estes desafios, o presidente do PS defendeu que vai ser necessário não só concretizar as reformas que constam no programa de Governo, “como também seguir com a maior atenção a evolução da economia empresarial e a condição das pessoas e das famílias em situação mais frágil” para, “se for o caso, com oportunidade e na intensidade requerida”, implementar “medidas adicionais de apoio”.

Na ótica de Carlos César, numa altura em que o país e o Governo estão empenhados “em recuperar dos bloqueios e das desigualdades agravadas com a pandemia e com as sequelas da guerra no leste europeu”, o PS não pode “perder de vista o combate pela sociedade melhor” que ambiciona construir.

“As medidas que têm sido tomadas pelo nosso Governo, dirigidas às atividades económicas e às famílias, que foram reforçadas domínios do apoio social - e muito bem - na semana que agora finda, são prova de um empenhamento que só encontra limite na fronteira das possibilidades, das obrigações orçamentais e dos recursos do país”, frisou.

Deixando críticas aos restantes partidos, Carlos César sublinhou que “da maior parte da oposição partidária, da esquerda à direita, incluindo do maior partido da oposição, sempre envolvido nas suas lutas internas”, o PS já sabe o que pode esperar.

“Pouco se aproveita da sua tendência contínua para a litigância e da sua tendência para destruir e, entre os mais radicais, da sua disputa pelos troféus do radicalismo, das discriminações negativas e da maledicência. Oxalá todos estivessem mais preocupados em ajudar o país e menos em combater o PS”, disse.

Apesar disso, Carlos César salientou que o PS conta com a “intervenção crítica e empreendedora dos parceiros sociais e de todas as forças políticas e cidadãos de boa vontade”, assim como daquela que qualificou como “a maior organização política de juventude” de Portugal, em referência à JS.

Neste discurso, o presidente do PS sublinhou que “não se espera nem se aspira a que a JS seja um corpo inerte, disciplinado e sossegado, nem um anexo ou um amanuense do PS, ou, ainda menos, um conforto ilusório para os jovens portugueses”.

“Espera-se, aspira-se a que seja um movimento motriz de mudança, de elaboração e, sempre que necessário, de rotura com as indiferenças no presente e face ao futuro”, sublinhou.

Carlos César manifestou a convicção de que, juntos, PS e JS irão conseguir ser “parte ativa do Portugal melhor que sempre” procuraram, afirmando que deve caber à JS “dar voz aos jovens desafios de todas as gerações”.

“Foram, são e serão sempre lutas difíceis que a JS trava com coragem pessoal, física e cívica, mas serão lutas incessantes porque nos acompanharão enquanto houver ambição. E a JS, tal como o PS, estão proibidos de perder a ambição”, vincou.

O XXIII Congresso Nacional da JS começou hoje e encerra no domingo com um discurso do secretário-geral e primeiro-ministro, António Costa, após os 350 delegados eleitos – além de 150 delegados inerentes – votarem a única moção global de estratégia em debate, denominada “Tempo de agir”, e cerca de 150 moções setoriais de resolução política.

Partidos

Mais Partidos

Patrocinados