Comissão Nacional do PS aprova diretas e congresso para março

Agência Lusa , AM
24 jan, 14:38
José Luís Carneiro (MARCOS BORGA/LUSA)

Carlos César não antevê candidaturas à liderança do PS contra José Luís Carneiro

A Comissão Nacional do PS aprovou o agendamento das eleições diretas para o cargo de secretário-geral para 13 e 14 de março e o XXV Congresso Nacional para 27, 28 e 29 de março, em Viseu.

As datas foram aprovadas por unanimidade na reunião desta manhã, em Lisboa, da Comissão Nacional do PS, tendo sido anunciadas pelo presidente do partido, Carlos César.

O prazo para apresentação de candidaturas a secretário-geral termina a 26 de fevereiro, sendo que José Luís Carneiro vai recandidatar-se à liderança do partido.

Têm capacidade eleitoral os militantes inscritos até 13 e 14 de setembro de 2025, os militantes têm de regularizar as quotas até 26 e 27 de fevereiro, as listas de candidatos a delegados ao congresso têm de ser entregues até 05 e 06 de março e o apuramento final do resultado das diretas terá de ser feito até 23 e 24 de março.

Em declarações aos jornalistas, César sublinhou que esta reunião magna marca um “período de reorganização interna e de relegitimação dos órgãos próprios do PS”.

Para Carlos César, o PS vive uma “fase de grande unidade e de grande entusiasmo” marcada pelo resultado das autárquicas e das presidenciais, que viu como um “fator de esperança na consolidação da democracia”.

“Estamos, por isso, muito empenhados, muito unidos, muito confiantes e muito esperançosos no futuro do nosso País e na presença influente do Partido Socialista”, concluiu.

Carlos César não antevê candidaturas à liderança do PS 

O presidente do PS afirmou não ter conhecimento de que “exista qualquer outra candidatura a perfilar-se” para concorrer frente a José Luís Carneiro à liderança do PS, acrescentando que o atual secretário-geral é o nome “mais forte” e com mais aceitação.

“A unidade dos partidos não é aferida pelo número de candidatos a determinados cargos (...), mas não tenho notícias, aliás, de que exista qualquer outra candidatura a perfilar-se para a liderança do PS”, disse, depois de questionado sobre se apresentação de outras candidaturas poderia ser interpretada como falta de união interna.

Carlos César falava aos jornalistas após a reunião desta manhã, em Lisboa, da Comissão Nacional do PS, em que ficou definida a data das eleições diretas para secretário-geral do partido e do XXV Congresso Nacional.

Sobre se são esperados adversários ao atual líder nestas eleições, Carlos César disse “não fazer a menor ideia”, mas acrescentou que “é de presumir que o candidato mais forte e comummente aceite é José Luís Carneiro”, salientando que o seu desempenho “tem sido muito bem acolhido pelo eleitorado do PS e pelos militantes”.

“Terá certamente todas as condições de continuar a fazer esta projeção e esta reabilitação que o Partido Socialista necessita para ser uma força central na vida política portuguesa”, salientou.

Questionado sobre se espera ver o partido voltar à força que já teve no passado, César responder que “nunca se volta ao que já se foi”, mas que o trabalho do PS é procurar influenciar politicamente, ser o maior partido português e voltar a governar Portugal.

Carlos César foi também inquirido sobre se pretende continuar como presidente do PS depois do Congresso, mas não respondeu diretamente, salientando que esse é um cargo que é “eleito em congresso por proposta de um número mínimo de delegados” e que prefere esperar até à reunião magna.

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