Chegaram contratações, mas um importante grupo de adeptos acha que não é suficiente
A pré-época está a correr bem ao Manchester United e no horizonte há uma estreia escaldante frente ao Arsenal, numa partida que pode marcar o reencontro entre Ruben Amorim e Viktor Gyökeres.
Só que nem todos os adeptos estão satisfeitos com o rumo do clube, mesmo que tenham chegado nomes sonantes e que se esteja a preparar tudo para que chegue um jogador ainda mais decisivo.
Sem querer saber das contratações de Matheus Cunha, Bryan Mbeumo ou da real possibilidade de fechar Benjamin Sesko, um grupo de adeptos do Manchester United anunciou que vai realizar um protesto na jornada inaugural da Premier League.
E desengane-se se acha que o problema é Ruben Amorim, porque não é, de todo, o treinador que está em causa.
Para o The 1958 o problema está bem acima. Está na família Glazer e no homem que os teus representado, Jim Ratcliffe.
E é neste último nome que o novo protesto se vai centrar, já que as manifestações contra os magnatas norte-americanos não são novas, tendo a mais recente ocorrido em maio, quando se celebraram 20 anos da venda.
“Não vamos permitir que o natural otimismo e um par de aquisições brilhantes nos desviem do foco principal. Jim Ratcliffe escolheu ir para a cama com os Glazers e, na nossa opinião, está a ajudá-los”, afirmou um porta-voz do The 1958 ao The Athletic.
E é por isso que a marcha de 17 de agosto não é apenas contra os Glazers, mas também contra Jim Ratcliffe, “um homem outrora visto por muitos, incluindo por nós, como um possível salvador, uma esperança que se revelou cúmplice na erosão em curso de tudo o que faz deste clube o que é”.
“Já não se trata de propriedade; trata-se de sobrevivência – a sobrevivência da nossa identidade, da nossa comunidade e dos nossos valores”, acrescentou o porta-voz.