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Bombeiros voltam a sair à rua rumo à Assembleia da República

21 out 2025, 18:21
Protesto de bombeiros que foi convocado nas redes sociais e que dura até 15 de setembro, junto à Assembleia da República, em Lisboa (Lusa/ José Sena Goulão)
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Liga admite paragem simbólica caso Governo continue a não dar respostas

Os bombeiros voluntários voltam esta quarta-feira a sair à rua em Lisboa, com uma nova marcha de protesto com início na Praça do Comércio, às 10:00, até à Assembleia da República. A iniciativa, organizada por um grupo independente de voluntários de todo o país, pretende pressionar o Governo e os deputados a responderem às reivindicações apresentadas pelo setor.

Depois da marcha, cerca de 50 operacionais vão sentar-se pelas 14:00 nas galerias da Assembleia da República durante a discussão do Orçamento do Estado para 2026, num gesto simbólico para “lembrar o Executivo da urgência em devolver respostas concretas aos bombeiros”, refere à CNN Portugal Humberto Batista, bombeiro voluntário e um dos organizadores do protesto.

A juntar ao novo protesto espontâneo, a própria Liga dos Bombeiros Portugueses admitiu recentemente, numa publicação na rede social Facebook, a possibilidade de vir a acontecer uma "paragem simbólica" dos bombeiros caso, até ao congresso da organização, marcado para 15 e 16 de novembro, não cheguem respostas concretas do Governo ou do Parlamento. "Essa decisão será uma forma de luta mais invasiva mas algo tem de ser feito para proteger os bombeiros e, logo, a nossa população que com a nossa luta ficará obviamente mais assegurada também", refere a mesma fonte. 

Até lá, a Liga vai elaborar uma síntese das seis propostas aprovadas pelo Conselho Nacional e remetê-las às várias entidades com responsabilidade na tutela dos bombeiros. Entre as principais reivindicações estão: a revisão urgente do modelo de financiamento das corporações; a atualização dos seguros e subsídios de risco; a integração dos bombeiros na estrutura de proteção civil em condições de igualdade com os restantes agentes; o reforço dos apoios ao voluntariado e à formação; a criação de um estatuto profissional mais justo e a garantia de melhores condições para o socorro e combate a incêndios.

Se, até ao congresso de novembro, não houver avanços, o Conselho Nacional admite aprovar uma moção que poderá incluir a proposta de paragem. Essa moção será preparada por uma comissão designada no encontro de Lisboa.

O protesto desta quarta-feira dá continuidade às ações que mobilizaram centenas de bombeiros em setembro, também na capital, e reflete o clima de crescente impaciência do setor perante a falta de medidas concretas por parte do poder político.

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