Desagravamento das condições meteorológicas no fim de semana será particularmente "positivo" para a zona baixa de Coimbra, mas a permanência do estado de alerta volta a sair reforçado do balanço da Proteção Civil
A situação meteorológica em Portugal parece estar a desagravar-se, depois de semanas marcadas por previsões extremas que afetaram vários distritos em todo o país.
Num novo ponto de situação conduzido pelo comandante nacional da Proteção Civil, Mário Silvestre, ao final da tarde, o responsável admite haver uma “perspetiva positiva” para os próximos dias, em especial para o concelho de Coimbra, mas reforça o alerta às populações, que devem permanecer em alerta e adotar comportamentos seguros e preventivos como têm feito nas últimas semanas.
“A manutenção dos caudais na bacia do Mondego e na barragem da Aguieira dá-nos uma perspetiva muito mais positiva relativamente à não inundação da zona baixa de Coimbra”, adiantou o comandante.
Ainda assim, “a precipitação vai-se manter forte até ao final do dia de hoje embora vá diminuindo gradualmente a sua frequência e passe a regime de aguaceiros”, sublinhou.
Para sábado e domingo deverá registar-se uma “diminuição significativa” da chuva, mas o vento mantém-se forte nas terras altas, com rajadas que podem atingir entre os 80 km/h e os 100 km/h.
Também se mantém a previsão de agitação marítima forte e a queda de neve nos pontos mais altos do país.
O risco de inundações mantém-se assim junto ao Mondego, devido à rotura do dique na margem direita do rio. No rio Tejo a situação é semelhante: “Os caudais afluentes provenientes de Espanha, essas barragens continuam com descargas significativas. Isso continuará a ter impacto na lezíria do Tejo, na zona ribeirinha, portanto recomenda-se os devidos cuidados nestas zonas.”
Alcácer do Sal foi alvo de destaque no mais recente balanço, sendo que o desagravamento das previsões de precipitação terão “consequências positivas” no risco de cheias para a região.
A Proteção Civil voltou a reforçar as recomendações deixadas às povoações, destacando os perigos associados à circulação rodoviária e a salvaguarda dos bens e da vida dos animais como prioridade.
Com base nos dados recolhidos até às 19:00 registavam-se 17.833 ocorrências, estavam destacados no terreno 60.631 operacionais e mobilizados 24.791 recursos. Segundo a E-Redes, 45 mil clientes continuam sem energia em todo o território.