Proteção Civil alerta que, apesar da chuva ter sido menos intensa, o risco de cheias mantém-se em Coimbra e outros rios, como Mondego, Tejo e Sado. População deve manter comportamentos seguros
Mário Silvestre, comandante nacional da Proteção Civil, fez o ponto de situação sobre a evolução do mau tempo em Portugal, referindo que a precipitação registada nas últimas horas foi um pouco menos intensa do que previsto e que a situação no Rio Mondego se mantém "estável, mas com monitorização muito próxima da barragem da Aguieira".
A chuva continua a cair, e embora o cenário esteja relativamente mais controlado, o comandante alertou que não se pode excluir a ocorrência de problemas.
"A precipitação prevista para esta noite foi um pouco menos intensa e neste momento a situação que tínhamos, nomeadamente no Rio Mondego, neste momento está estável. Estamos a fazer uma monitorização juntamente com a Agência Portuguesa do Ambiente muito fina relativamente à barragem da Aguieira e aos caudais que estão a ser descarregados no Rio Mondego, tentando minimizar ao máximo o impacto dessa precipitação que continuou a ocorrer nessa bacia e, portanto, diminuindo assim a probabilidade de termos problemas na zona da região da cidade de Coimbra. Dar nota que não estamos de alguma forma a dizer que não vamos ter problema, estamos a dizer que neste momento, e com base naquilo que aconteceu durante a noite, temos aqui uma situação um pouco mais estável, menos gravosa, mas o risco de podermos ter que vir a evacuar a zona baixa de Coimbra mantém-se até ao final do dia de hoje", afirmou, acrescentando que a população deve continuar alerta e a manter comportamentos seguros.
O dia 13 de fevereiro deverá continuar a "registar precipitação significativa, com rajadas de vento entre 80 e 100 km/h, agitação marítima e queda de neve entre os 800 e 1.000 metros de altitude".
Silvestre referiu ainda que o Rio Tejo continua a ser avaliado, principalmente por causa das descargas das barragens espanholas, e que o Rio Sado tem risco significativo de inundações.
"No Rio Tejo continuamos com afluências também muito significativas, embora haja um decréscimo também das descargas das barragens espanholas, mas os caudais vão manter-se elevados durante todo o dia e será uma situação que continuaremos a avaliar em virtude da precipitação que tivemos e vamos continuar a ter. É uma bacia ainda maior e tudo o que é água que vai cair nessa bacia chegará mais tarde aos pontos de armazenamento e, portanto, vamos manter esta vigilância bastante fina relativamente também a este rio, que vai ter impacto também naquilo que está a acontecer no Rio Sorraia", referiu.
Segundo o comandante, "com o risco não significativo, mas mantendo-se também o risco de inundação, temos o Rio Minho, o Rio Cora, o Rio Lima, o Cávado, o Ave, o Douro, o Tâmega, o Rio Sousa, o Rio Vouga, o Rio Águeda, o Rio Lis, o Rio Nabão e o Rio Guadiana".
A população é chamada a manter comportamentos seguros, protegendo-se e evitando deslocações desnecessárias, enquanto as autoridades prosseguem com a vigilância e avaliação constante das infraestruturas e dos níveis de caudal.
Até ao momento, foram ativados 12 planos especiais, 124 planos municipais e 15 declarações de alerta, mobilizando 58.964 operacionais e 24.100 meios em 17.355 ocorrências. As situações mais recorrentes incluem queda de árvores, inundações, movimentos de massa e derrocadas.