REVISTA DE IMPRENSA || Instituições apontam como causas o atraso nas bolsas de ação social, o abandono escolar e as dificuldades económicas das famílias
Os estudantes do Ensino Superior público acumularam 36,1 milhões de euros em dívidas de propinas nos últimos três anos letivos, segundo dados de 14 universidades e politécnicos, avança o Jornal de Notícias. No mesmo período, as instituições recuperaram 16,5 milhões de euros e enviaram mais de 3.600 processos de cobrança coerciva para o Fisco.
O ISCTE lidera a lista, com 15,8 milhões de euros em falta, seguido da Universidade do Minho (7,1 milhões) e da Universidade do Porto (4,6 milhões). Entre os politécnicos, destacam-se Setúbal e Leiria, com dívidas de 1,8 e 1,3 milhões de euros, respetivamente.
As instituições apontam como causas o atraso nas bolsas de ação social, o abandono escolar e as dificuldades económicas das famílias. Apesar da possibilidade de cobrança coerciva desde 2015, algumas universidades ainda tentam resolver as situações por via administrativa, através de planos de pagamento.
O Orçamento do Estado para 2026 prevê o descongelamento da propina máxima, que sobe de 697 para 710 euros. O aumento motiva uma manifestação estudantil marcada para 28 de outubro, último dia de debate orçamental, junto à Assembleia da República.