Quase 3.300 professores reformaram-se este ano. Mais de 2.000 aceitaram adiar a reforma

CNN Portugal , TFR
11 ago, 07:35
Escola (Freepik)
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REVISTA DE IMPRENSA | As maiores necessidades deverão sentir-se no 3.º ciclo e no ensino secundário, onde serão necessários quase 21 mil novos professores

Ao longo do ano letivo que agora termina, 3.295 professores do ensino básico e secundário e educadores de infância aposentaram-se, um número inferior aos cerca de 3.700 registados em 2024/25, segundo o jornal Público. Ainda assim, trata-se de um dos valores mais elevados da última década, num cenário marcado pelo envelhecimento da classe docente.

Para tentar travar as saídas, o Governo criou um incentivo de 750 euros mensais para os professores que decidissem prolongar a carreira. A medida levou mais de 2.000 docentes a adiar a reforma durante este ano letivo.

As aposentações foram mais numerosas no início do ano escolar. Em setembro do ano passado saíram 384 professores e, entre outubro e dezembro, o número rondou os 400 por mês. Junho registou o valor mais baixo, com 112 docentes a deixarem a profissão. Em setembro, já fora destas contas, estão previstas mais 557 reformas.

A tendência deverá manter-se nos próximos anos. As estimativas apontam para cerca de quatro mil aposentações anuais, enquanto o diagnóstico de necessidades docentes para 2025-2034 calcula que serão necessários mais 20 mil professores até 2029/30 e 38 mil até 2034/35, o que implica recrutar cerca de 3.800 novos docentes por ano.

As maiores necessidades deverão sentir-se no 3.º ciclo e no ensino secundário, onde serão necessários quase 21 mil novos professores, incluindo 3.639 de Português, 2.322 de Matemática e 1.866 de Física e Química. Tudo isto num período em que a previsão aponta para uma redução de 5% no número de alunos.

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