REVISTA DE IMPRENSA || Só no próximo ano letivo, as escolas públicas terão de contratar 4.691 professores para suprir as necessidades mais urgentes
O sistema educativo português enfrenta um défice estrutural de professores. Segundo dados agora revelados pelo jornal Público, até 2034/35 será necessário recrutar 39 mil docentes. Só no próximo ano letivo, as escolas públicas terão de contratar 4.691 professores para suprir as necessidades mais urgentes.
A previsão resulta de um estudo da Universidade Nova que atualiza as estimativas anteriores e projeta um agravamento da situação devido à elevada idade do corpo docente: cerca de dois terços têm mais de 50 anos e aproximam-se da reforma. Os grupos mais afetados incluem professores do 1.º ciclo, pré-escolar e Língua Portuguesa, mas a carência abrange todos os níveis de ensino.
O Governo aposta em medidas para mitigar o problema, incluindo a assinatura de contratos-programa com instituições de ensino superior em regiões com maior carência de docentes, como Lisboa, Setúbal, Alentejo e Algarve. Estes contratos garantirão o financiamento total dos cursos de formação de professores até 2030.
No último ano, 5.939 novos professores ingressaram no sistema e 951 regressaram à carreira. Contudo, as metas de atrair investigadores e doutorados para as escolas falharam, com apenas seis adesões face aos 500 previstos. O reforço dos apoios à deslocação e novas regras para profissionalização também fazem parte do pacote de medidas para enfrentar esta crise.