Ministro das Finanças tinha já sinalizado que os números do quarto trimestre eram “significativamente bons, com aceleração económica"
A economia portuguesa cresceu 2,7% em termos homólogos e 1,5% em cadeia no último trimestre de 2024, registando um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 1,9% no conjunto do ano, divulgou esta quinta-feira o INE.
A estimativa rápida a 30 dias do Instituto Nacional de Estatística (INE) para a totalidade do ano passado confirmam as projeções dos economistas consultados pela agência Lusa, que esperavam uma expansão homóloga do PIB entre 1,5% e 1,9%, e superam as do Governo, que, no Orçamento do Estado para 2025, projetou um crescimento da economia de 1,8%.
Já no que diz respeito aos números relativos ao último trimestre do ano, as estimativas dos economistas consultados pela Lusa variavam entre 1,2% e 2,1% em termos homólogos e 0,2% e 1% em cadeia.
O ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, tinha já sinalizado a 15 de janeiro, na audição na Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública, que os números do quarto trimestre eram “significativamente bons, com aceleração económica".
Confiança dos consumidores aumenta em janeiro
O indicador da confiança dos consumidores aumentou ligeiramente em janeiro, após ter diminuído no mês anterior, contrariamente ao indicador do clima económico que desceu no primeiro mês do ano, avançou hoje Instituto Nacional de Estatística (INE).
O indicador de confiança diminuiu ligeiramente no comércio e nos serviços e de forma moderada na indústria transformadora, tendo aumentado na construção e obras Públicas.
Relativamente ao comércio, apenas as perspetivas de atividade da empresa registaram um contributo negativo, enquanto a diminuição do indicador nos Serviços, resultou do contributo negativo das opiniões sobre a evolução da carteira de encomendas e das apreciações sobre a atividade da empresa.
Já na indústria transformadora, apenas as opiniões sobre a evolução da procura global contribuíram negativamente para a evolução do indicador de confiança.
Por sua vez, o aumento do indicador de confiança da Construção e Obras Públicas refletiu o contributo das apreciações sobre a carteira de encomendas e as perspetivas de emprego.