REVISTA DE IMPRENSA | As perspetivas para a campanha da cereja em 2026 são das melhores dos últimos anos. No entanto, a chuva dos últimos meses deixou estragos
A produção de cereja em 2026 aponta para um dos melhores anos dos últimos tempos em várias regiões do país, como o Fundão ou Alfândega da Fé, mas nem tudo são boas notícias. Segundo o Jornal de Notícias, a chuva dos últimos dias está a gerar preocupação entre os produtores, sobretudo devido aos danos já causados nas variedades mais precoces, deixando o setor em alerta num momento decisivo da campanha.
No Fundão, já se registaram perdas significativas no início da colheita. Em Alcongosta, o presidente da junta, João Nuno, refere que a chuva “estragou” cerca de 70% da cereja precoce, que acabou por rachar e perder valor comercial. Apesar disso, a perspetiva global para a campanha mantém-se positiva, com uma produção prevista entre 1200 e 1300 toneladas, quase o dobro do ano passado.
Também em Alfândega da Fé, a cereja temporã apresenta boas condições, embora os produtores temam os efeitos de novas trovoadas. O presidente da cooperativa agrícola local, Luís Jerónimo, estima uma produção de cerca do dobro da registada no ano anterior, ainda que reconheça que o aumento da oferta possa pressionar os preços, atualmente entre 4,5 e 5,5 euros por quilo ao produtor.
Em Resende, as expectativas também são elevadas, com a autarquia a apontar para um ano excecional em quantidade e qualidade. No entanto, a chuva tem dificultado a colheita, embora sem pôr em causa, para já, o fruto. Nesta região, a cereja continua a ter um peso relevante na economia local, com muitas explorações dependentes desta produção sazonal.
