"Barba Ruiva": penas até seis anos e nove meses de prisão para os 22 arguidos

Agência Lusa , CE
27 abr, 14:21
Justiça

Segundo a acusação do Ministério Público, os arguidos dedicavam-se ao tráfico de droga, nomeadamente haxixe, cocaína e heroína, nas áreas geográficas compreendidas entre Espinho, Gaia e Feira

Os 22 arguidos do processo “Barba Ruiva”, relacionado com tráfico de droga, foram esta quarta-feira condenados no Tribunal de Espinho (Aveiro) a penas que variam entre um ano e dois meses e seis anos e nove meses de prisão.

Os arguidos, 18 homens e quatro mulheres, com idades entre os 19 e os 65 anos, estavam acusados de tráfico de droga e tráfico de menor gravidade. Um deles respondia ainda por um crime de detenção de arma proibida.

O processo, que começou a ser julgado há quase um ano no Tribunal de Espinho, culminou hoje com a condenação de nove arguidos a penas efetivas, que variam entre um ano e meio e os seis anos e nove meses de prisão.

Os restantes 13 arguidos foram punidos com penas suspensas entre um ano e dois meses e cinco anos de prisão.

Um dos condenados a prisão efetiva vai manter-se em prisão preventiva até esgotar todas as possibilidades de recurso.

Quanto aos outros dois arguidos que estavam em prisão preventiva, um deles saiu em liberdade e o outro passou para prisão domiciliária.

Segundo a acusação do Ministério Público (MP), os arguidos dedicavam-se ao tráfico de droga, nomeadamente haxixe, cocaína e heroína, nas áreas geográficas compreendidas entre Espinho, Gaia e Feira.

O MP refere ainda que os arguidos colaboravam entre si, adquirindo a droga em conjunto na cidade do Porto, e quando um deles não tinha produto encaminhava o consumidor para o outro.

O processo resultou da operação “Barba Ruiva” que levou à detenção de 13 pessoas em julho de 2020, nos concelhos de Espinho, Ovar e Vila Nova de Gaia.

No total, foram feitos 44 mandados de busca e aprendidas mais de três mil doses de droga, várias armas, veículos e mais de 13 mil euros.

Após terem sido presentes a primeiro interrogatório judicial, três dos arguidos ficaram em prisão preventiva.

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