Murtosa: 17 anos de prisão para mulher que usou faca e machado para matar o marido

Agência Lusa , CV
13 jul, 16:18
Algemas (Reuters)

Durante o julgamento a mulher disse que não se lembrava de nada do que aconteceu porque andava com uma depressão

O Tribunal de Aveiro condenou esta quarta-feira a 17 anos de prisão uma mulher por ter matado o marido com 16 golpes de faca e um golpe de machado na Murtosa, em maio de 2021.

Durante a leitura do acórdão, a juíza presidente disse que o tribunal deu como provada a “essencialidade dos factos” constantes na acusação do Ministério Público (MP), adiantando que a mulher agiu “de forma livre e consciente”.

A arguida, que se encontra em prisão preventiva, foi assim condenada a 17 anos de prisão por um crime de homicídio qualificado e está ainda impedida de aceder à herança a que teria direito pelo óbito do marido.

Durante o julgamento, a mulher, de 54 anos, disse que não se lembrava de nada do que aconteceu, porque andava com uma depressão, não tendo avançado nenhuma explicação para os factos ocorridos na residência, onde apenas se encontravam os dois.

A mulher contou ainda que teve a noção de que o marido estava morto, porque o viu sentado no sofá com o sangue a escorrer, tendo saído de casa com intenção de se atirar ao rio, mas disse que não o chegou a fazer, porque se lembrou do neto e foi para casa da sua mãe.

O crime ocorreu na madrugada do dia 21 de maio de 2021, por volta das 00:30, no interior da residência do casal, na Murtosa, na sequência de uma discussão entre os dois, por razões que não foram apuradas.

De acordo com a acusação do MP, a arguida desferiu 16 golpes de faca no pescoço, tórax, abdómen e braço esquerdo do marido, de 57 anos, e em seguida cravou a lâmina de um machado na cabeça da vítima que não resistiu aos ferimentos, acabando por morrer no local.

Logo após o crime, a arguida abandonou a residência e refugiou-se na residência da sua progenitora. A mulher apresentava alguns cortes causados por arma branca e foi internada no serviço de psiquiatria do Hospital de Aveiro.

A arguida teve alta hospitalar no dia um de junho, tendo sido detida nessa altura pela Polícia Judiciária por suspeita da prática de um crime de homicídio qualificado. Após ter sido presente a primeiro interrogatório judicial, ficou em prisão preventiva.

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