André Mountbatten-Windsor abandona residência em Windsor após novas revelações sobre ligações a Epstein

4 fev, 07:55
O príncipe André, fotografado no funeral da duquesa de Kent a 16 de setembro, renunciou ao uso dos seus títulos num anúncio dramático Chris Jackson/Getty Images

Antigo príncipe foi obrigado a sair do Royal Lodge na noite de segunda-feira

O ex-príncipe André, irmão do rei Carlos III, abandonou a residência em Windsor na sequência de novas revelações sobre a sua relação com Jeffrey Epstein, avança a Reuters que cita fonte da Casa Real britânica.

André Mountbatten-Windsor, de 65 anos, vivia há décadas no Royal Lodge, uma propriedade de grandes dimensões situada no complexo de Windsor. Segundo o jornal The Sun, o antigo príncipe foi obrigado a sair na noite de segunda-feira, numa operação discreta, tendo-se mudado para uma casa de campo em Sandringham, propriedade do rei no condado de Norfolk.

Uma fonte real confirmou que André está agora a residir em Sandringham, admitindo, no entanto, que poderá regressar pontualmente a Windsor nas próximas semanas, enquanto decorre um período de transição.

“Com o mais recente conjunto de ficheiros relacionados com Epstein, ficou claro para ele que era altura de sair”, refere o The Sun, referindo declarações de um amigo do duque. “A saída foi tão humilhante que escolheu fazê-la sob o manto da noite.”

O rei Carlos III retirou os títulos militares e patronatos reais a André em outubro, numa decisão tomada após novos detalhes sobre a ligação do irmão a Epstein se tornarem públicos. 

Na sexta-feira, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgou novos documentos relacionados com o caso Epstein, incluindo emails que sugerem que o príncipe Andrew manteve contatos regulares com o financeiro durante mais de dois anos, mesmo depois de Epstein ter sido condenado, em 2008, por crimes sexuais envolvendo menores.

André nega qualquer envolvimento criminoso e já tinha afirmado anteriormente que cortou relações com Epstein após a condenação, com exceção de uma visita a Nova Iorque, em 2010, que, segundo disse, teve como objetivo pôr fim à amizade. As novas revelações contradizem essa versão, reacendendo a polémica em torno do papel do duque de York no caso.

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