Princesa Diana faria hoje 61 anos. Recorde 5 vezes em que ela quebrou o protocolo real

CNN , Jorge Mitssunaga (artigo originalmente publicado em 10 de outubro de 2021)
1 jul, 09:00

Diana Frances Spencer nasceu a 1 de julho de 1961 e morreu a 31 de agosto de 1997, aos 36 anos, num acidente de viação em Paris

Durante séculos, a monarquia britânica foi conhecida pelo seu exterior formal e rígido. Os membros da família real têm tido uma presença estoica durante os compromissos públicos, mostrando a afinidade da instituição a uma atitude impassível. Mas Diana, princesa de Gales, desafiou as normas reais e tornou a família real mais relacionável.

A sua ascensão ao estrelato internacional como um ícone filantropo e glamoroso esteve fortemente enraizada no seu comportamento, bondade e espírito rebelde. Ao fazê-lo, tornou os membros da família real mais acessíveis. Isto influenciou a forma como membros da realeza como Kate, a Duquesa de Cambridge, e Meghan, a Duquesa de Sussex, interagem com o público e a imprensa atualmente.

Aqui estão cinco vezes em que a princesa Diana quebrou o protocolo real.

1. Diana omitiu a palavra "obedecer" nos seus votos de casamento

Tem sido uma tradição de longa data as noivas reais dizerem que vão obedecer aos seus maridos enquanto recitam os votos de casamento.

Mas quando Diana, de 20 anos, casou com o príncipe Carlos, de 32, em 1981, decidiu retirar a palavra "obedecer" dos seus votos, abrindo um precedente real. Em vez disso, Diana disse que iria "amá-lo, consolá-lo, honrá-lo e mantê-lo, na saúde e na doença."

A frase original é do Livro de Oração Comum Anglicano de 1662, que não inclui a palavra "obedecer" nos votos do marido em relação à sua esposa. Até a princesa Isabel fez os seus votos para obedecer ao marido, algo que viria a ser impossível quando mais tarde se tornou rainha.

Tanto Kate como Meghan seguiram os passos de Diana, omitindo a palavra "obedecer" nos seus votos de casamento, décadas depois.

2. Uma educação real fora dos muros do palácio

Diana voltou a fazer história quando o seu filho mais velho, o príncipe William, tinha três anos e ela decidiu mandá-lo para o pré-escolar, tornando-o o primeiro membro da família real a frequentar a pré-escola fora do Palácio de Buckingham. No passado, os futuros herdeiros do trono ficavam em casa com uma precetora.

Em 1985, o príncipe e a princesa de Gales acompanharam o filho mais velho até ao seu primeiro dia de escola no Infantário Jane Mynors, em Londres, de acordo com o New York Times. A princesa Diana, que em tempos trabalhou como professora assistente, escolheu a pequena escola porque queria que William tivesse uma  educação normal de criança inglesa, informou o NYT, na altura.

O príncipe Harry acabou por seguir as pisadas do irmão ao frequentar a mesma escola, dois anos depois. A escolha de Diana para proporcionar aos seus filhos uma educação pública precoce mostrou a sua coragem não só para romper o protocolo real, mas também para expor os seus filhos a uma vida o mais normal possível.

3. Desmistificar o estigma em torno do VIH/SIDA

Em 1987, Diana apertou intencionalmente a mão a um doente com SIDA, trabalhando para dissipar o mito de que o HIV/SIDA se podia espalhar pelo toque.

Uma das partes mais icónicas do legado de Diana foi o seu envolvimento na epidemia VIH/SIDA.

Em 1987, Diana abriu a primeira clínica de VIH/SIDA do Reino Unido em Londres, quando o vírus se estava a tornar uma crise de saúde global e estava frequentemente associado à desinformação. Foi nesta clínica que Diana apertou a mão de um paciente com Sida, sem luvas.

"O VIH não torna perigoso conhecer as pessoas, por isso podemos apertar-lhes as mãos e dar-lhes um abraço, Deus sabe como precisam", disse Diana em 1987.

Na altura, foi controverso porque muitos acreditavam falsamente que o vírus poderia ser transferido através do toque. Esta ilustração de compaixão e empatia para com aqueles afetados pelo VIH/SIDA enviou uma mensagem clara de que, se um membro da família real não tem medo de tocar num doente com Sida, então ninguém deve ter. A cena foi vista em todo o mundo.

"A imagem dela de mãos dadas com o HIV/SIDA. ... Destruiu o estigma, o preconceito e o medo que rodeava o VIH/SIDA nos primórdios", disse Andrew Parkis, chefe executivo do Fundo Memorial Diana Princesa de Gales.

Quatro anos depois, a primeira-dama Barbara Bush juntou-se a Diana na clínica, a visitar doentes, provando que a Princesa de Gales tinha uma forte influência política do outro lado do oceano.

Hoje, o seu trabalho humanitário continua. O Fundo Memorial Diana Princesa de Gales, criado após a sua morte, angariou milhões e distribui fundos a dezenas de causas apoiadas por Diana, incluindo a prevenção da SIDA, o movimento do hospício e a desminagem de minas terrestres.

"O memorial praticou muita coisa boa", disse o irmão de Diana, Charles, o nono Conde Spencer. "Ela não escolheu a opção fácil. Ela não gostava das ideias de caridade convencionais que apelavam a outras pessoas...  Ela dirigiu-se aos sujos, aos complicados, aos assustadores e apropriou-se deles."

4. Escolhas de moda modernas

O vestido de noite usado pela princesa Diana de Inglaterra para o jantar de Estado na Casa Branca em 1985, quando Diana dançou com John Travolta.

 

A princesa Diana quebrou o protocolo real nas suas escolhas de moda inúmeras vezes, optando por peças mais modernas e práticas.

Um dos momentos mais celebrados do ícone da moda foi quando usou um vestido azul escuro, de ombros descaídos, enquanto dançava com John Travolta na Casa Branca, em 1985. A sua elegância e graciosidade tornaram esta foto inesquecível.

Outro visual icónico foi o seu "vestido de vingança", o mini vestido assimétrico e justo que usou num evento londrino no dia em que o príncipe Carlos admitiu publicamente ter um caso em 1994. O preto só era considerado apropriado para a realeza durante os funerais.

"O estilo dela era muito próprio", disse Jack L. Carlson, cuja marca Rowing Blazers lançou recentemente uma  linha de roupa inspirada em Diana.  "Ela não era uma seguidora.  Pelo contrário, ela fez a sua própria cena, e todos nós assistimos com admiração e tentámos acompanhar."

5. Correu descalça num evento escolar

Diana corre descalça ao participar na corrida da mãe durante o dia de desporto escolar do príncipe William, a 28 de junho de 1989.

Este momento descontraído registado num dos eventos escolares do príncipe William mostrou mais uma vez o gosto da princesa de Gales por diversão e competição. Era publicamente uma progenitora mais pragmática do que as gerações anteriores da realeza. Levou os filhos a esquiar, à praia, a parques aquáticos e até a corridas de carros.

Em 1991, repetiu o efeito, dessa vez para o príncipe Harry: Diana participou numa corrida descalça com outros pais para o "dia do desporto" na Escola Wetherby. Correu descalça e perdeu a corrida, relatou a Harper's Bazaar.

Espera-se que os membros da família real mantenham os sapatos calçados quando estão em público. A maioria destas diretrizes reais são aprendidas e tácitas. De acordo com a Vogue, uma destas regras é que os sapatos devem ser mantidos limpos e em perfeitas condições.

Mas Diana não deixou que estas diretrizes atrapalhassem a sua diversão. O príncipe Harry disse num documentário da ITV/HBO, após a morte de Diana, que ela era uma "criança da cabeça aos pés".

Megan C. Hills e Jack Guy, da CNN, contribuíram para esta história.

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