O primeiro-ministro tentou também desdramatizar os eventuais impactos da vitória dos candidatos apoiados pelo PS e Chega, prometendo continuar a "fazer a vontade dos portugueses"
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, veio esta noite declarar que, com a ausência de Luís Marques Mendes na segunda volta, o PSD não irá apoiar nenhum dos candidatos. O partido, diz, “não estará envolvido na campanha eleitoral” e, como tal, “não emitiremos nenhuma indicação”.
A garantia dada por Montenegro foi feita minutos após o discurso de derrota de Marques Mendes que, também ele, terminou sem uma declaração de apoio quer a António José Seguro, quer a André Ventura. Para o primeiro-ministro, há uma leitura a retirar da derrota do candidato apoiado pelo seu partido - a pior da história do PSD: existiu uma “divisão de votos” no seu espaço político, algo que não aconteceu tanto “à esquerda” do partido, como “à [sua] direita”.
Lamentando que “aquela que era a nossa opção” não tenha tido “acolhimento”. “A opção deste espaço político teve uma adesão diferente” à das legislativas e autárquicas. “Uma vez ganhamos, outras vezes não ganhamos”. “Eu fui um apoiante convicto e continuo a achar hoje que ele era a melhor opção”.
Além disso, no seu discurso, Montenegro tentou desdramatizar as possíveis implicações que a derrota de Mendes terá ao Executivo social-democrata, salientando que o seu partido continuará a “fazer a vontade dos portugueses, que é governar o país e a maioria das Câmaras Municipais”.