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Sondagem TVI/CNN: portugueses confiam mais em Marcelo do que em Costa

18 jul 2022, 20:37
António Costa e Marcelo Rebelo de Sousa

A sondagem da TVI/CNN Portugal, realizada pela Pitagórica, questionou centenas de portugueses sobre a atuação do Presidente da República

Marcelo Rebelo de Sousa é um dos Presidentes da República com maior popularidade. Entre beijos, abraços e selfies, há muito que é acarinhado pelos portugueses, mas nem todos lhe dão um selo de aprovação no que toca à ação. Ainda assim, entre Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa, os eleitores tendem a confiar mais no chefe de Estado.

A sondagem da TVI/CNN Portugal, realizada pela Pitagórica, questionou centenas de portugueses sobre a atuação do Presidente da República ao longo destes dois mandatos. Entre os inquiridos, 61% considera que tem sido "boa" e 9% dizem que tem sido "muito boa", contra 27% que consideram que tem sido "má" ou "muito má". Fazendo as contas, existe uma diferença de 43 pontos percentuais entre os que fazem uma avaliação positiva e os que fazem uma avaliação negativa.

A maior parte dos portugueses que consideram que Marcelo Rebelo de Sousa tem tido uma má atuação são homens entre os 18 e os 34 anos. No sentido inverso, entre aqueles que fazem um balanço positivo destes dois mandatos, são mais as mulheres com idades compreendidas entre os 35 e os 44 anos ou com mais de 55 anos. 

Se fizermos a mesma análise mas por regiões do país, a sondagem da Pitagórica revela que o Presidente da República tem uma maior taxa de aprovação em Lisboa e Vale do Tejo (75%), no Sul (71%) e nas ilhas (78%).  

Portugueses confiam mais em Marcelo ou em Costa? 

Os eleitores que participaram na sondagem têm mais confiança no Presidente da República (42%) do que no primeiro-ministro (11%). No entanto, também existe uma grande percentagem, 41%, que diz que tem "igual confiança" no dois.

Quem confia mais no Presidente da República são mulheres, com idades entre os 35 e 54 anos, residentes nos Açores ou na Madeira e que costumam votar PSD. Já António Costa conquista mais confiança entre os homens com idades entre os 45 e os 54 anos, da região Centro e que por norma votam PS. 

O Presidente da República devia ser mais exigente com o Governo?

A maioria dos inquiridos (67%) considera que o Presidente da República devia ser mais exigente com o Governo, contra 29% que acha que não, e 4% que não tem opinião. 

São as mulheres, com idades entre os 18 e os 34 anos, que consideram que Marcelo Rebelo de Sousa deveria ter mais mão pesada com António Costa. São na sua maioria da região Norte e votam na Iniciativa Liberal. 

Na mesma linha do indicador de confiança, são maioritariamente homens com mais de 55 anos que defendem que o Presidente da República não precisa de ser mais exigente com o Governo. São, na sua maioria, residente em Lisboa e tendencialmente votam PS.

A maioria (60%) não vê diferenças entre o primeiro e o segundo mandato de Marcelo Rebelo de Sousa, contudo, 30% consideram o segundo mandato pior do que o primeiro. 

Quase 80% dos eleitores inquiridos dizem que Marcelo exerceu melhor o cargo que Cavaco Silva (18%) e apontam Jorge Sampaio (29%) como o melhor Presidente da República pós 25 de Abril, seguido do General Ramalho Eanes (26%). O atual Chefe de Estado ocupa a terceira posição com 24%. O pior foi Francisco da Costa Gomes.

Melhor Presidente após o 25 de Abril

Nesta sondagem, os inquiridos foram ainda questionados sobre qual terá sido o melhor Presidente da República depois do 25 de Abril. Jorge Sampaio reuniu a maior parte das preferências (29%), seguido de António Ramalho Eanes (26%) e do atual chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa (24%).

Aníbal Cavaco Silva, Mário Soares e Francisco da Costa Gomes foram os antigos residentes do Palácio de Belém que reuniram o menor número de preferências, 9, 6 e 1%, respetivamente.

Ficha Técnica

Sondagem realizada pela Pitagórica para A TVI e CNN Portugal, com o objetivo de avaliar a opinião dos Portugueses sobre temas relacionados com a atualidade nacional e internacional. O trabalho de campo decorreu entre os dias 21 de junho a 4 de julho de 2022, foram recolhidas 828 entrevistas telefónicas a que corresponde uma margem de erro máxima de +/- 3,48% para um nível de confiança de 95,5%.

A amostra foi recolhida de forma aleatória junto de eleitores Portugueses recenseados e foi devidamente estratificada por género, idade e região. A Taxa de resposta foi de 62,82% e a direção técnica do estudo é da responsabilidade de Rita Marques da Silva.

A ficha técnica completa, bem como todos os resultados, foram depositados junto da Entidade Reguladora da Comunicação Social que os disponibilizará para consulta online.

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