JMJ: Marcelo satisfeito com redução de custos públicos com palcos

Agência Lusa
10 fev 2023, 12:31
Marcelo Rebelo de Sousa (Lusa/Manuel de Almeida)

O chefe de Estado acrescentou que, “com a subida de preço e as dificuldades da vida, era preciso de facto baixar” os custos destes palcos da Jornada, que decorre entre 1 e 6 de agosto.

O Presidente da República manifestou esta sexta-feira o seu agrado com a possibilidade de redução, para "muito menos de metade", dos custos públicos com os palcos da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) no Parque Tejo e no Parque Eduardo VII.

“Era bom. Quer dizer que, em vez de sete milhões [valor aproximado da soma dos dois palcos], se passa para dois e 900. Eu acho que valeu a pena aquilo que a comunicação social e muita gente, [aquilo que] a sociedade portuguesa fez, como apelo, e nestes tempos difíceis de guerra, de inflação”, respondeu Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalistas, quando questionado sobre a redução do valor do altar-palco do Parque Tejo, a cargo da Câmara de Lisboa, para 2,9 milhões e sobre a passagem do palco do Parque Eduardo VII para a responsabilidade da Igreja Católica.

O chefe de Estado acrescentou que, “com a subida de preço e as dificuldades da vida, era preciso de facto baixar” os custos destes palcos da Jornada, que decorre entre 1 e 6 de agosto.

“Fico satisfeito pelo esforço feito por todos para baixar para muito menos de metade”, rematou, em Celorico da Beira, no distrito da Guarda.

Para hoje, às 12:30, está agendada uma conferência imprensa na Câmara de Lisboa, com o presidente do município, Carlos Moedas, e o presidente da Fundação JMJ Lisboa 2023, Américo Aguiar.

Os custos da JMJ têm estado em destaque depois de ser conhecido que a construção do altar-palco no principal espaço do evento, o Parque Tejo, foi adjudicada pelo município de Lisboa (num ajuste direto) à Mota-Engil por 4,24 milhões de euros (mais IVA), somando-se a esse valor 1,06 milhões de euros para as fundações indiretas da cobertura.

As necessidades do evento, as características do terreno e o retorno económico - este palco, com nove metros de altura e capacidade para 2.000 pessoas, permanecerá no local - têm sido apontados como argumentos para o investimento.

No Parque Eduardo VII (para onde estão previstos a missa de abertura, o acolhimento do Papa Francisco e a Via-Sacra) haverá outro palco, que tinha um custo estimado de até dois milhões de euros e que será retirado no final da Jornada.

Em janeiro, a autarquia referiu que este palco seria alvo de um concurso internacional.

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