Sondagem TVI/CNN: Gouveia e Melo, Costa e Passos Coelho são os candidatos presidenciais com maior potencial. Sócrates e Jerónimo no fim da tabela

18 jul, 20:32

Sondagem realizada pela Pitagórica questionou centenas de portugueses para saber em quem votariam, em quem não votariam e quem teria mais potencial para suceder a Marcelo Rebelo de Sousa

As próximas eleições presidenciais são só daqui a quatro anos, em 2026, mas desde que Marcelo Rebelo de Sousa foi reeleito, no ano passado, para um segundo mandato, que se falam em possíveis sucessores no Palácio de Belém. Alguns dos nomes já foram candidatos, outros já foram primeiros-ministros, quase todos vêm do mundo da política, menos um: o Almirante Gouveia e Melo, que se tornou conhecido depois de liderar a campanhas de vacinação durante a pandemia. 

A sondagem da TVI/CNN Portugal, realizada pela Pitagórica, questionou centenas de portugueses para saber em quem votariam, em que não votariam e quem teria mais potencial para suceder a Marcelo. Foram apresentados 17 nomes aos inquiridos: António Costa, Passos Coelho, José Sócrates, André Ventura, Paulo Portas, Rui Rio, Durão Barroso, Jerónimo de Sousa, Santana Lopes, Marques Mendes, Francisco Louçã, Gouveia e Melo, Ana Gomes, Rui Moreira, Santos Silva, João Ferreira e Tiago Mayan Gonçalves. 

Notoriedade

Todos os nomes sugeridos têm elevados níveis de notoriedade. Os socialistas António Costa e José Sócrates são os únicos que apresentam uma taxa de 100% de notoriedade. André Ventura, Paulo Portas, Rui Rio, Durão Barroso e Jerónimo de Sousa surgem logo a seguir com uma taxa de 99%. 

No sentido contrário, e em último lugar surge Tiago Mayan Gonçalves (76%), o rosto apresentado pela Iniciativa Liberal nas últimas eleições presidenciais, antecedido pelo eterno candidato da CDU João Ferreira (87%)  - apresentou seis candidaturas eleitorais desde 2013 - e o atual presidente da Assembleia da República, Augusto Santos Silva (87%). 

Os mais e menos votados

Aos eleitores que participaram nesta sondagem também lhes foi pedido que dissessem, entre os possíveis candidatos, em quem votariam de certeza, em quem talvez pudessem votar, em quem jamais votariam ou quem não conheciam ou sobre quem não tinham opinião.

De acordo com a sondagem da TVI/CNN Portugal, fica claro que os portugueses ganharam uma grande estima pelo almirante Gouveia e Melo durante a coordenação do processo de vacinação contra a covid-19. De todos os candidatos, Gouveia e Melo é o que reuniu a maior certeza de voto: 29%. E, recorde-se, apesar de estar recorrentemente a afastar essa hipótese, numa entrevista ao Diário de Notícias em dezembro do ano passado, o almirante não excluiu a candidatura a Belém: "O futuro só a Deus pertence", disse. 

Já Passos Coelho, o antigo primeiro-ministro que governou o país no tempo da troika, surge logo a seguir, com 21% de certeza de voto.

Já José Sócrates tem uma taxa de notoriedade elevada, mas pelos piores motivos, uma vez que é o potencial candidato com maior rejeição de voto: 97%. Segue-se Jerónimo de Sousa com 90%. Um valor que pode estar relacionado com a posição polémica que o PCP tem tido desde o início da guerra na Ucrânia.

André Ventura (83%), Francisco Louçã (75%), João Ferreira (73%) e Pedro Santana Lopes (73%) também estão entre os potenciais candidatos com maior rejeição.

Maior potencial 

Os eleitores acreditam que Gouveia e Melo é o candidato com maior potencial para assumir a Presidência da República (91%), seguido de António Costa (66%) e Pedro Passos Coelho (66%). Durão Barroso e Luís Marques Mendes surgem logo a seguir com 52% cada um.

Tal como na taxa de rejeição, Sócrates surge no fim da tabela como o candidato com menos potencial: 3%. Um pouco acima surge Jerónimo de Sousa com 12%, João Ferreira com 17%, Tiago Mayan Gonçalves com 19% e André Ventura com 20%. 

Ficha Técnica

Sondagem realizada pela Pitagórica para A TVI e CNN Portugal, com o objetivo de avaliar a opinião dos Portugueses sobre temas relacionados com a atualidade nacional e internacional. O trabalho de campo decorreu entre os dias 21 de junho a 4 de julho de 2022, foram recolhidas 828 entrevistas telefónicas a que corresponde uma margem de erro máxima de +/- 3,48% para um nível de confiança de 95,5%.

A amostra foi recolhida de forma aleatória junto de eleitores Portugueses recenseados e foi devidamente estratificada por género, idade e região. A Taxa de resposta foi de 62,82% e a direção técnica do estudo é da responsabilidade de Rita Marques da Silva.

A ficha técnica completa, bem como todos os resultados, foram depositados junto da Entidade Reguladora da Comunicação Social que os disponibilizará para consulta online.

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