Sondagem: portugueses não querem crises. Próximo Presidente não deve travar um governo com Chega nem dissolver AR se Orçamento chumbar

CNN
17 nov, 13:24
Assembleia da República durante o debate do OE2026 (Miguel A. Lopes/Lusa)

A maioria dos portugueses defende um Presidente imparcial face a uma possível entrada do Chega no Governo. E caso o Orçamento seja chumbado, quase dois terços dizem que o Presidente não deve dissolver o Parlamento

Caso surja um cenário político em que o Chega entre no governo, qual deve ser a posição do próximo Presidente da República? A sondagem da Pitagórica parta a CNN Portugal e TVI recomendam imparcialidade.

Quase dois em cada três dos inquiridos (62%) responderam que, nesse cenário, o Presidente da República "não deve intervir nesse processo". Já 20% responderam que o Presidente deve "promover a entrada do Chega no Governo se isso garantir estabilidade política". E apenas 16% consideraram que o próximo PR deve "impedir a entrada do Chega no Governo, mesmo que isso cause instabilidade". 2% não responderam.

Sobre o exercício de funções presidenciais, a sondagem inquiriu a amostra também sobre o que deve o próximo Presidente da República fazer caso o Orçamento do Estado seja chumbado: quase dois em cada três (62%) responderam que o PR "não deve dissolver o Parlamento" e um em cada três (34%) considerou que, pelo contrário, o PR "deve dissolver o Parlamento" nesse caso. 4% não responderam.

Ficha técnica

Sondagem realizada pela Pitagórica para a TVI e CNN Portugal com o objetivo de avaliar a opinião dos portugueses sobre temas relacionados com as eleições presidenciais de 2026. O trabalho de campo decorreu entre os dias 05 e 14 de novembro de 2025.

A amostra foi recolhida de forma aleatória junto de eleitores recenseados em Portugal e foi devidamente estratificada por género, idade e região. Foram realizadas 1906 tentativas de contacto, para alcançarmos 1000 entrevistas efetivas, pelo que a taxa de resposta foi de 52,47%. As 1000 entrevistas telefónicas recolhidas correspondem a uma margem de erro máxima de +/- 3,16% para um nível de confiança de 95,5%.

A distribuição de indecisos é feita de forma proporcional.

A direção técnica do estudo é da responsabilidade de Rita Marques da Silva. A ficha técnica completa, bem como todos os resultados, foram depositados junto da ERC - Entidade Reguladora da Comunicação Social, que os disponibilizará para consulta online.

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