Conheça os resultados obtidos pelos partidos nas outras eleições
Foi com uma campanha discreta que António José Seguro aqui chegou, conseguindo vencer a primeira volta das eleições presidenciais, devolvendo à esquerda a possibilidade de voltar a ter um Presidente da República, o que não acontece desde Jorge Sampaio.
De resto, e de acordo com a projeção da Pitagórica/ICS/Iscte/GfK para a TVI e CNN Portugal, o candidato apoiado pelo PS deve ter uma votação entre os 30,8% e os 35,2%%.
Um resultado que é melhor do que os seus antecessores apoiados pelo PS, nomeadamente Manuel Alegre em 2011 ou Mário Soares em 2006.
Em sentido contrário, e confirmando uma tendência que se tem verificado nas eleições legislativas, CDU e Bloco de Esquerda caminham para nova noite de mínimos eleitorais.
Catarina Martins e António Filipe não vão além de 2,7% e 2%, bem longe daqueles que eram os piores resultados de candidatos apoiados pelos seus partidos.
Olhando para 2021, Marisa Matias e João Ferreira, apoiados por Bloco de Esquerda e CDU, tiveram 3,86% e 4,23%, sendo que esses já tinham sido os piores resultados de candidatos apoiados pelos dois partidos à esquerda.
Para se ter uma ideia, a mesma Marisa Matias tinha tido em 2016 uma votação de 9,91%, quando o Bloco de Esquerda ainda tinha um peso considerável no Parlamento, em plena Geringonça.
Antes dela, Francisco Louçã tinha conseguido 5,20% em 2006, sendo que Fernando Rosas obteve 2,89% em 2001, nas primeiras eleições presidenciais em que o Bloco de Esquerda apoiou um candidato.
Quanto ao PCP, que tem por tradição apoiar sempre alguém, todos os seus candidatos obtiveram melhores resultados. Logo em 1976, nas primeiras presidenciais, Octávio Pato obteve 7,48%.
Depois disso os comunistas apoiaram António Ramalho Eanes, que ganhou à primeira volta em 1980.
Saltamos para 1991 - em 1986 o partido não apoiou ninguém -, quando Carlos Carvalhas obteve 12,48%. Depois disso houve António Abreu com 4,98% em 2001 - em 1996 voltou a não haver apoio declarado -, Jerónimo de Sousa com 8,42% em 2006, Francisco Lopes com 6,70% em 2011, Edgar Silva com 3,86% e João Ferreira com 4,23% em 2021.