Ir a Belém só de vez em quando. Seguro vai continuar a viver fora de Lisboa mesmo se for eleito

28 jan, 17:30

Em entrevista no “Dois às 10”, o candidato admite continuar a morar nas Caldas da Rainha caso seja eleito Presidente da República e distancia-se do “ruído” que não traz “a solução” para os problemas das pessoas de André Ventura

No rescaldo do debate, o único antes de os portugueses voltarem às urnas, António José Seguro traçou as diferenças entre si e André Ventura. Numa entrevista concedida a Cristina Ferreira no Dois às 10, o candidato apoiado pelo PS criticou o “ruído” do presidente do Chega, acusando os seus “discursos inflamados” que não trazem “solução” para o problema das pessoas.

Para Seguro, o adversário do próximo dia 8 de fevereiro simboliza uma “ameaça à democracia” pelo “divisionismo” e pela “estigmatização de minorias”: “Nós não somos um povo de extremos;, nós não somos um povo de ódios”, sublinhou. 

Afirmou ser uma pessoa com “uma grande firmeza de valores e de princípios” e o candidato que traz “estabilidade política” para “melhorar pensões”, “melhorar salários” e acabar com a “coisa inaceitável na sociedade” que é “a desigualdade entre homens e mulheres”.

Entre “esquerda e direita” Seguro limitou-se a identificar-se como “democrata e leal à Constituição [da República Portuguesa]”, explicando que defende uma economia de mercado e uma “sociedade justa”.

As “presidenciais abertas”, proposta que tem repetido ao longo da campanha, são outro tema que apresentou na entrevista. Quer aproximar-se das pessoas enquanto Presidente da República e “ouvir os seus problemas e as suas expectativas” para poder ser “porta-voz dessas reivindicações nas reuniões com o primeiro-ministro”.

“Caso mereça a confiança dos portugueses [para ser eleito Presidente da República]”, António José Seguro assegurou que irá continuar a morar nas Caldas da Rainha, mas admitiu “pernoitar em Belém” sempre que a agenda assim o exigir.

No que diz respeito à sua produção vinícola e de azeite, deixou para o dia seguinte às eleições a decisão sobre o seu futuro, mas se for eleito terá de “obviamente sair das empresas”, apesar de desejar que a produção de vinho continue.

Assumiu já sentir o “peso da responsabilidade” e afirmou o seguinte: “Estou desejoso de servir o meu país”.

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