Gouveia e Melo garante que vai continuar a "servir Portugal" mas não diz quem apoiará na segunda volta

18 jan, 22:40
Henrique Gouveia e Melo (Fernando Veludo/Lusa)

O almirante, que durante meses foi favorito à vitória, acaba por ficar de fora logo à primeira, acabando em quarto lugar, à frente de Marques Mendes e atrás de Cotrim de Figueiredo, mas bem distante de Seguro e Ventura. "Quis trazer uma lufada de ar fresco à vida pública, sem amarras partidárias, mas resultados não corresponderam aos objetivos", reconheceu

No discurso de derrota, já depois das 22 horas, Gouveia e Melo começou por reconhecer a vitória dos outros e resolveu “felicitar” António José Seguro e André Ventura pela passagem à segunda volta. Depois, garantiu que acredita, “e continuarei a acreditar”, na necessidade de “despartidarizar” a Presidência da República, ele que avançou como um candidato sem apoio partidário. “Quis trazer uma lufada de ar fresco à vida pública, sem amarras partidárias. Os resultados não corresponderam aos objetivos que tracei a assumo-o com serenidade”, reconheceu Gouveia e Melo. 

Ainda assim, garante que a experiência o “honrou”, sobretudo pela formam como diz ter sido “acolhido em todo o país”. Gouveia e Melo conclui que a sua candidatura conseguiu “agregar pessoas muito diferentes e de espectros distintos”, pessoas que conseguiram “unir a diferença” por uma “causa maior”. “A causa é Portugal”, referiu. 

Já quanto aos agradecimentos, Gouveia e Melo dirigiu-se a todos o que com ele colaboraram, “sobretudo aos jovens que me acompanharam pelo país inteiro”. Ficou ainda um obrigado “aos mais de 600 mil portugueses que me confiaram o seu voto e que acreditam num Portugal diferente”. 

Não falando do futuro diretamente, se continuará na política ou não, diz só que leva consigo “essa confiança” da votação deste domingo. “Depois de 45 anos a servir Portugal, posso afirmar com clareza que o país poderá continuar a contar com a minha voz e os meus valores”, rematou o almirante, que se diz “disponível” para “servir” Portugal — novamente, sem desenvolver se pela via política ou outra.

O que não se desenvolveu neste discurso foi igualmente a quem poderá, ou não, "confiar" os seus mais de 600 mil votos. “Vou reservar isso para outro momento, para mais tarde”, respondeu aos jornalistas. 

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