"Nós somos o tornado em direção ao sistema político": André Ventura acredita na vitória por "uma amplíssima margem"

Agência Lusa , MJC
4 jan, 22:06
O candidato à Presidência da República, André Ventura, durante um comício no Cineteatro de Castro Verde (Lusa/ Tiago Petinga)

O candidato afirmou que se Luís Marques Mendes for eleito será “uma marioneta do Governo e um gestor e negociatas”

O candidato presidencial André Ventura afirmou este domingo que o Chega é um "tornado em direção ao sistema político", acreditando numa vitória na primeira volta das eleições de 18 de janeiro com "uma amplíssima margem".

"Nós somos o tornado em direção a eles, nós somos o tornado em direção ao sistema político. Não são eles. Nós é que somos o tornado", afirmou o líder do Chega, que falava num comício num cineteatro em Castro Verde, no distrito de Beja.

Insistindo que as sondagens lhe dão a vitória na primeira volta (quando a maioria apontam para empate técnico entre quatro candidatos), o presidente do Chega apontou como desafio vencer por "amplíssima margem" no dia 18.

"É tão bom vê-los todos com medo, todos a juntar esforços, a pedirem para os outros candidatos de esquerda desistirem", disse André Ventura, considerando que todos os outros candidatos querem ir à segunda volta com ele (as sondagens apontam para uma derrota do presidente daquele partido contra qualquer outro dos três principais candidatos).

Ventura argumentou que “voto útil” nestas eleições só existe um e visou alguns dos seus adversários na corrida a Belém, começando por Luís Marques Mendes, insistindo que caso seja eleito será “uma marioneta do Governo e um gestor e negociatas”.

“Se o Gouveia e Melo vence as eleições, nós não vamos ter um Presidente, vamos ter alguém que nem sequer sabemos o que pensa sobre assunto absolutamente nenhum”, criticou.

O líder do Chega criticou ainda António José Seguro, apoiado pelo PS, afirmando que, se “um socialista for eleito para o Palácio de Belém”, tal será “um erro histórico” e que o país “não pode voltar para trás”.

Para a vitória que acredita que terá no dia 18, André Ventura confia que irá voltar a conquistar o "Portugal esquecido" e que irá amealhar o voto dos que se sentem "abandonados e esquecidos".

Numa intervenção de quase meia hora, voltou a insistir que "há tudo para os imigrantes e nada para os portugueses".

O candidato presidencial insistiu também na ideia de que "os ciganos têm de cumprir a lei" - a mesma frase que levou o tribunal a condená-lo e a obrigar à retirada de cartazes - e prometeu que "não haverá um cêntimo para mesquitas em Portugal" - proposta apresentada pelo Chega no âmbito do debate orçamental e tida como inconstitucional em novembro de 2025.

André Ventura recordou também uma interação hoje com um casal de emigrantes na Suíça numa arruada em Silves, lamentando que estes cidadãos não recebam boletins de voto para as presidenciais.

A lei eleitoral, de acordo com o portal da Comissão Nacional de Eleições (CNE), não permite a votação por correspondência em eleições presidenciais, apenas de forma presencial.

Na sua intervenção, abordou ainda a regionalização, defendendo mais competências a nível local e de mais meios descentralizados, mas recusou a ideia de uma regionalização com instituições regionais, como parlamentos ou governos regionais.

Para André Ventura, essa seria "a regionalização do tacho político".

Nas legislativas de maio de 2025, o Chega ficou atrás do PS em Castro Verde por apenas 18 votos, mas venceu o distrito, tendo eleito um deputado, ex-PSD, Rui Cristina – atualmente presidente da Câmara Municipal de Albufeira, em Faro.

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