“Não me obriguem a que uma das primeiras decisões no dia 9 de Março, tomando posse como Presidente da República, tenha que ser essa decisão. Eu espero que decidam antes”, afirmou
O candidato presidencial Marques Mendes apelou este sábado ao Presidente da República e ao Governo que “não empatem” o decreto-lei que pretende criar urgências regionais de obstetrícia e avisou que este é o tempo de “exigir resultados em todas as áreas”.
Numa sessão de esclarecimento no Instituto Politécnico de Viseu, o candidato apoiado por PSD e CDS-PP disse ter muito orgulho no apoio destes dois partidos, mas assegurou que será totalmente isento e independente, prometendo, se for eleito, ser também um Presidente ativo.
“Mas exigindo ao mesmo tempo firmeza nos resultados. Há um tempo para ter diagnósticos e há um tempo para exigir resultados. E este é o tempo para exigir resultados em todas as áreas”, disse.
Marques Mendes quis dar um exemplo concreto, referindo-se aos três diplomas na área da saúde que o Presidente da República devolveu ao Governo, pedindo que, “se são necessários aperfeiçoamentos, façam-se os aperfeiçoamentos”.
O candidato a Belém referiu-se em especial ao decreto-lei que prevê a criação de urgências de obstetrícia de caráter regional, dizendo que pretende resolver “os problemas terríveis que existem na Península de Setúbal”.
“Se há problemas de aperfeiçoamento nesse diploma, resolvam rapidamente. Mas não empatem durante muito tempo uma decisão sobre essa matéria porque ela é absolutamente essencial para milhares de pessoas e para milhares de mulheres na Península de Setúbal, pelo menos”, disse.
E deixou mais um apelo: “Não me obriguem a que uma das primeiras decisões no dia 9 de Março, tomando posse como Presidente da República, tenha que ser essa decisão. Eu espero que decidam antes”, afirmou.