Nobel da Química atribuído a David Baker, Demis Hassabis e John Jumper. Ill

CNN Portugal , AM com Lusa
9 out 2024, 10:48
Nobel da Química (EPA)

Prémio foi dividido em dois

O Nobel da da Química foi atribuído, esta quarta-feira, metade a David Baker “pela conceção computacional de proteínas” e a outra metade conjuntamente a Demis Hassabis e John M. Jumper “pela previsão da estrutura das proteínas”.

De acordo com o Comité do Prémio Nobel, que atribui os galardões, o premiado David Baker criou em 2023 a primeira proteína "totalmente diferente de todas as existentes", algo descrito como "um desenvolvimento extraordinário".

A proteína, Top7, criada pelo professor da Universidade de Washington, em Seattle (Estados Unidos), tem uma "estrutura única que não existia na natureza", possuindo 93 aminoácidos (unidades formadoras de proteínas), sendo maior "do que qualquer outra produzida anteriormente".

David Baker também lançou um código para o 'software' de computador Rosetta, que tem sido desenvolvido pela comunidade de investigação, encontrando novas áreas de aplicação.

O grupo de investigação do cientista norte-americano produziu uma criação de proteínas, incluindo proteínas que podem ser usadas como produtos farmacêuticos, vacinas, nanomateriais e pequenos sensores.

A outra metade do prémio, “pela previsão da estrutura de proteínas”, foi entregue a Demis Hassabis e John M. Jumper em conjunto.

Este é o terceiro prémio Nobel atribuído este ano. Na segunda-feira, o prémio Nobel da Medicina foi atribuído a Victor Ambros e a Gary Ruvkun pela sua descoberta do microRNA e na terça-feira, o Nobel da Física foi atribuído a John J. Hopfield e Geoffrey E. Hinton, seguindo-se nos próximos dias os galardões relativos à Literatura, Ciências Económicas e da Paz.

Os prémios Nobel, criados em 1895 pelo químico, engenheiro e industrial sueco Alfred Nobel (inventor da dinamite), foram atribuídos pela primeira vez em 1901.

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