Líder da oposição venezuelana lembrou Simón Bolívar e George Washington para justificar a decisão
María Corina Machado ofereceu a medalha do seu Prémio Nobel da Paz ao presidente dos Estados Unidos.
Em declarações à saída do Congresso, e horas depois de ter almoçado com Donald Trump, a líder da oposição venezuelana confirmou isso mesmo aos jornalistas, ainda que sem esclarecer se o presidente norte-americano tinha aceitado.
“Ofereci ao presidente dos Estados Unidos a medalha, o Prémio Nobel da Paz”, garantiu, seguindo depois para um paralelismo sobre Simón Bolívar, revolucionário latino-americano.
“Eu disse-lhe que há 200 anos o general [marquês de] Lafayette deu a Simón Bolívar a medalha com George Washington. Bolívar ficou com a medalha para o resto da vida”, começou por dizer.
"Duzentos anos depois, o povo de Bolívar está a entregar ao herdeiro de Washington uma medalha, neste caso a medalha do Prémio Nobel da Paz, em reconhecimento do seu compromisso único com a nossa liberdade”, acrescentou.
Há muito que Donald Trump deixou claro que quer ganhar o Prémio Nobel da Paz, tendo até expressado algum desacordo pela última escolha da academia norueguesa.
Assim que recebeu o prémio, María Corina Machado agradeceu automaticamente a Donald Trump, mas este passo marca um novo capítulo, mesmo que o Comité Nobel já tenha deixado claro que o prémio é intransferível.