Petróleo cai quase 10% desde segunda-feira

CNN
1 set, 11:31
Sistema de extração de petróleo (AP Photo/Matthew Brown, File)

Índice Brent negoceia nos 93,5 dólares por barril

O petróleo acumula uma queda de quase 10% em dois dias e meio: depois de encerrar a roçar os 103 dólares na segunda-feira (no índice Brent), negociava esta quinta-feira de manhã a rondar os 93,5 dólares.

Em causa estão as expetativas do mercado de novas subidas de taxas de juro bem como novos confinamentos na China: ambos os movimentos restringem o crescimento económico – e com menor crescimento económico há menos procura de produtos petrolíferos.

O nível atual do petróleo está até ligeiramente abaixo do que estava antes da invasão da Ucrânia pela Rússia: a 23 de fevereiro, véspera da invasão, fechava nos 94,5 dólares. O mesmo não acontece, contudo, quando se analisa o custo em euros, uma vez que a moeda europeia entrou em forte desvalorização face à americana deste então. Quando convertido em euros, o índice Brent está quase 10% mais caro.

Nos últimos cerca de seis meses, o petróleo chegou a bater num máximo de 139,13 dólares por barril (a 3 de julho).

O que continua em alta é o preço do gasóleo, que também tem uma cotação internacional própria. A Rússia é não só um grande produtos de petróleo bruto como de gasóleo refinado, e as sanções do Ocidente ao país presidido por Vladimir Putin por causa da guerra têm criado escassez no mercado dos combustíveis, sobretudo no gasóleo. Em Portugal, os preços finais de venda dos gasóleos estão cerca de 22 cêntimos por litro mais caros do que na véspera da guerra – e estariam cerca de 50 cêntimos mais caros se o governo não tivesse descido temporariamente o imposto sobre os produtos petrolíferos.  

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